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Blog da Ana - 1000 dias

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Mergulhos Rapa Nui

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa

Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Mergulhos na Costa do Pacífico Sul-Americana são certa raridade, as águas frias são pouco convidativas e são poucos os lugares que se especializaram neste esporte. Na Colombia o Litoral Pacífico não é muito desenvolvido turisticamente, no Equador Montañita é um dos principais pólos para o esporte, mas passamos por lá na pior época, frio e pouca visibilidade. Pouco mais ao sul já no Perú, Mâncora também está se desenvolvendo para o mergulho. Agora quando falamos de pontos imperdíveis para qualquer mergulhador que se preze, Galápagos é hors concours! Um mergulho de nível mundial com uma das maiores biodiversidades marinhas de todos os mares do planeta.

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


Mas, e um pouco mais ao sul? Bem, aos mais viciados e destemidos a costa chilena oferece algumas chances de explorar este incrível ecossistema. O que muitos esquecem é que temos, aqui pertinho, uma das ilhas mais isoladas do planeta, com águas mornas, animais endêmicos e uma das maiores visibilidades do planeta: a ilha de Páscoa!



Centenas de mergulhadores visitam a Ilha de Páscoa todos os anos em busca de suas águas roxas com visibilidades que alcançam mais de 60 metros. A temperatura varia de 18°C a 24°C, ótimo para águas “pacíficas”, deixando os mergulhadores confortáveis para explorar o relevo vulcânico nos arredores da ilha, com formações de grandes paredes, pináculos, arcos e cavernas submarinos.

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


A ilha oferece algumas operadoras, a mais famosa delas é a Mike Rapu, com bons preços, equipe simpática e sempre lotada. Eu e o Ro sempre queremos a turma alternex, menos movimentada e também muito profissional, onde podemos fechar uma programação mais customizada para conhecer os pontos de mergulho mais avançados da ilha, por isso escolhemos a Atariki Rapa Nui.

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Os chilenos, antes mesmo de poder se certificar pela mundialmente aceita PADI, devem passar por cursos ministrados pela Armada Chilena. A marinha é responsável pela emissão de certificados de mergulho recreacional tanto para alunos, quanto para instrutores e estes devem renovar o seu permiso regularmente. Quanto a nós, turistas, qualquer curso será bem recebido, afinal o que as operadoras querem é trabalhar e cair na água.

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Conversando com o pessoal da Atariki sobre nossa experiência como mergulhadores tek e os mergulhos que gostamos de fazer (todos basicamente), dois pontos foram escolhidos: o Alcantillado e os Motus.

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


O Alcantillado é um paredão de pedra que cai a 36m de profundidade desde uma plataforma a 13m. Seguimos um jardim de corais até a beira da parede onde despencamos ao lado de um imenso jardim de corais maravilhoso, com formas delicadas e muitos corais brancos.

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


Aos 33 metros cruzamos um arco e entramos em uma caverna com uma saída vertical em tubo passando por prateleiras de corais repletas de crustáceos, carangueijos, lagostas e camarões. Mergulho lindo!

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Explorando corais e cavernas durante mergulho na Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


No segundo mergulho voltamos ao Alcantillado, mas nos damos mais tempo para explorar o topo da parede e os detalhes dos corais em um mergulho mais raso. Este é o ponto preferido da maioria dos mergulhadores aqui da ilha!

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico

Mergulhando nas águas claríssimas da Ilha de Páscoa, em pleno Oceano Pacífico


O segundo mergulho foi dois dias depois em um ponto conhecido como Motus. Motu significa “ilha” no idioma Rapa Nui, Moto Nui é a maior das ilhas ao sul da Ilha de Páscoa, o lugar mais ocidental do Chile. O cume de uma montanha submarina que se eleva a 2.000m desde o fundo do mar, Moto Nui é um lugar sagrado na cultura ancestral Rapa Nui. É o local onde se dava o culto Tangata Manu (Cerimônia do Homem Pássaro), parte da religião que era praticada pelos habitantes da ilha entre a fase dos Moais e 1860, quando a população se converteu ao cristianismo.

Ilhas onde chocavam os manutaras e para onde nadavam os participantes do festival do homem-pássaro, em frente ao vulcão Rano Kau (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)

Ilhas onde chocavam os manutaras e para onde nadavam os participantes do festival do homem-pássaro, em frente ao vulcão Rano Kau (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)


Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Água absolutamente cristalina, com visibilidadde de 60 metros durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Próximo ao Motu Nui está o Motu Kao Kao, uma ponta de pedra com 20m de altura que desce aos 70m de profundidade. Chegando aos Motus, mesmo em um dia nublado e com chuva, não acreditávamos no que estávamos vendo sob o nosso pequeno barco de madeira: Água ROXA! Não precisamos nem do sol para ter a noção de que estávamos prestes a cair em uma das águas mais limpas que já mergulhamos nos mares da América.

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Uma das águas mais limpas e claras de todo o continente, na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Nos preparamos para um mergulho profundo onde chegamos a 47m de profundidade e um total de 41 minutos de mergulho, com um pouco de narcose. Este pináculo está recoberto de corais brancos onde se escondem várias espécies marinhas, muitas moréias, camarões e pequenos peixes. Ao longe ainda tivemos a sorte de cruzarmos com um cardume de atuns amarelos, que nos seguiram curiosos por alguns minutos.

Um atum nos acompanha durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Um atum nos acompanha durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Estes mesmos corais brancos, tão lindos e delicados, são extraídos de áreas mais rasas da ilha há décadas pelos artesãos para a confecção de artesanatos vendidos aos turistas. Esta extração e comercialização desenfreada está afetando o ecossistema marinho da ilha, que já sofre com menor quantidade de peixes.

Mergulhando em banco de corais na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Mergulhando em banco de corais na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


O espetáculo garantido por este mergulho portanto não está na na fauna marinha, mas sim na incrível paisagem. Com mais de 60 metros de visibilidade enxergamos em meio à imensidão azul aquela coluna rochosa adornada pela natureza. É uma visão inesquecível!

Explorando uma enorme parede com mais de 40 metros de altura durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Explorando uma enorme parede com mais de 40 metros de altura durante mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


O segundo mergulho já foi próximo ao Motu Iti, um pináculo menor e quase totalmente submerso próximo de Motu Nui. Mergulho mais raso, porém muito bonito por entre paredes, pedras e jardins de corais. Saímos da água com lábios roxos de frio, mas esticados de orelha a orelha, tamanha a felicidade! Roberto, instrutor, e o jovem Joaquim, primeiro dive master rapa nui, não podiam esconder a alegria de nos proporcionar essa experiência.

Nossos companheiros de mergulho ao lado da ilha do homem-pássaro na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Nossos companheiros de mergulho ao lado da ilha do homem-pássaro na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico


Tudo bem que escolhemos logo os dois melhores pontos de merguho da ilha, mas deixamos vários outros pontos para trás. Nem preciso dizer que mesmo sem ter ido embora, já queremos voltar à Ilha Rapa Nui.

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

A caminho de mais um mergulho na Ilha da Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa, Alcantillado, dive, Mergulho, Motus, Rapa Nui

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2º Dia - De Canaima ao Salto Angel

Venezuela, Canaima

A primeira visão da Angel Falls, em Canaima, no sul da Venezueka

A primeira visão da Angel Falls, em Canaima, no sul da Venezueka


Começamos o dia cedo, café da manhã as 8h e temos um tempo para visitar a vila ou apenas descansar. Esperamos por mais dois passageiros que irão fechar nosso grupo que subirá o Rio Caroni em uma viagem de barco de 4 horas, atravessando corredeiras entre tepuis e florestas para chegar ao Salto Angel.

Início da jornada de barco para o Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka

Início da jornada de barco para o Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka


Trilha para ultrapassar as corredeiras do rio Caroni, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Trilha para ultrapassar as corredeiras do rio Caroni, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


Uma hora de barco e logo desembarcamos para caminhar aproximadamente 45 minutos por uma linda savana, enquanto o barco dá a volta pelo rio atravessando as corredeiras mais perigosas. Do outro lado desta ilha voltamos ao barco e ganhamos nossos almoços, sanduíches de presunto e queijo, frutas e bolachas. Seguimos com sol, entre florestas e imponentes tepuis, ziguezagueando no rio, que a cada curva nos desvenda novas cachoeiras e as imensas paredes do Auyantepui.

A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka

A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka


A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka

A caminho do Salto Angel, o magnífico visual dos tepuis, na região de Canaima, no sul da Venezueka


Logo as nuvens começam a anunciar o temporal que está por vir: ficaremos encharcados! Sabíamos que não havia o que fazer senão entrar no clima e relaxar! Adiante voltamos a encontrar corredeiras, para dar mais adrenalina ao passeio! Elas ficam mais fortes nos trechos de pedras, mesmo trechos que em 2007 fizeram todos os homens descerem do barco e ajudarem a empurrar, já que o rio estava totalmente seco.

A maravilhosa paisagem no caminho para o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

A maravilhosa paisagem no caminho para o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka



Trilha ao Salto Angel


Desembarcando, para fazer a trilha até o mirante do Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka

Desembarcando, para fazer a trilha até o mirante do Salto Angel, região de Canaima, no sul da Venezueka


O tempo abriu e logo chegávamos ao início da trilha do Salto Angel. Do rio já tivemos o primeiro gostinho, vimos o salto ao longe, imenso, caindo 979 metros do alto do Auyantepui. Era perto das 14h e decidimos entrar na trilha para garantir que desta vez o gigante não nos escaparia! Foram quase 50 minutos de trilha, caminhando rapidamente entre pedras, raízes, cogumelos e árvores, além de uma subida íngreme no final para chegar até o mirante.

Atravessando o rio rumo ao mirante do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka

Atravessando o rio rumo ao mirante do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka


Finalmente, aos pés da maior cachoeira do mundo, o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Finalmente, aos pés da maior cachoeira do mundo, o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


Incrível vê-lo caindo de baixo, completo de água da cabeça aos pés! Um pouco mais de água fecharia a nossa visão, com a própria nuvem de água formada pela queda. Foi isso que aconteceu na última vez que estivemos aqui. Chegamos no final do dia e dormimos para na manhã seguinte fazermos a trilha. Naquela noite choveu tanto que o salto ficou não apenas imenso, mas volumoso formando uma grande nuvem de vapor de água. Do mirante nada se via, apenas sentíamos o poder da sua queda d´água! Lembro que começou a chover a meio caminho do mirante, e na trilha o guia me disse: “Você acha que isso é chuva? Não, é a água do Salto Angel!” Sua força vinha refletida no vento do vapor de água que nos encharcava, mesmo vapor que cegava toda e qualquer visão da cachoeira, era tudo branco.

Impressionado com a imponência do Salto Angel, a mais alta cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka

Impressionado com a imponência do Salto Angel, a mais alta cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka


Hoje pudemos vê-lo por completo, majestoso e senti-lo mais suave. Ele ainda molhava a nós e às lentes de nossas câmeras, mas era apenas para lembrar-nos que estávamos perante a maior cachoeira do mundo! Para chegar aos pés da sua queda d´água são mais 45 minutos de boa subida em pedras escorregadias, percurso com autorização extra e raramente oferecido nos pacotes turísticos.

A pequena cachoeira aos pés do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

A pequena cachoeira aos pés do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


O jason, a Angela e o Bode, no mirante do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

O jason, a Angela e o Bode, no mirante do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


1000dias chega ao Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka

1000dias chega ao Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, em Canaima, no sul da Venezueka


Voltamos extasiados ao começo da trilha e cruzamos de barco para o nosso acampamento, alguns metros rio abaixo. Escolhemos nossas redes, tomamos um banho frio delicioso e nos reunimos ao redor das xícaras de chá enquanto esperávamos o nosso jantar quentinho ser servido.

1000dias e Bodeswell, encontro de expedições no Salto Angel, Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka

1000dias e Bodeswell, encontro de expedições no Salto Angel, Parque Nacional Canaima, no sul da Venezueka


Jantando no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Jantando no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka


Agora sim tivemos mais tempo para conversar com a família Bode´s Well, que está a 3 anos e 9 meses na estrada e planeja um período de descanso nos Estados Unidos antes de partir para o seu próximo continente. O gerador de luz nos acompanhou até as 20h e continuamos o chá e a conversa à luz de velas, com todos os ruídos da selva venezuelana, em um momento muito especial dessa nossa aventura no Canaima.

Confira a série completa de posts!
Aauyantepui e o Salto Angel
1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
3º Dia - Sobrevoando o Salto Angel

Nossa cama no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Nossa cama no refúgio em frente ao Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezueka

Venezuela, Canaima, Angel Falls, Auyantepui, Cachoeiras, parque nacional, Parque Nacional Canaima, Salto Angel, Trekking

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Sequoia National Park

Estados Unidos, Califórnia, Three Rivers

Mil Dias no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Mil Dias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Sequoia National Park, um sonho antigo! Desde que ouvi falar sobre essas gigantes tenho o sonho de conhecer, abraçá-las e me perder entre esta floresta encantada. Bem o dia chegou! Tiramos dois dias para conhecer todo o parque, tentando mesclar estradas cênicas e caminhadas para conhecermos o máximo possível em dois dias.

Entrada do Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Entrada do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


O parque estava bem movimentado, cheio de turistas emendando a semana do spring break para conhecer a região. A Foothills Area tem várias trilhas bonitas, rios cristalinos e uma mata verde com clima bem agradável nesta época do ano. Porém nós queríamos ver mesmo eram as sequoias, então passamos rapidamente pela Hospital Rock, assim apelidada, pois foi onde um caçador que sofreu um acidente com a própria arma foi tratado pelos indígenas que viviam nesta região. Na pedra podemos ver algumas pinturas rupestres e caminhar até as margens do rio. Nesse caminho também passamos pela Cristal Cave, infelizmente fechada no inverno.

Explorando rio no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Explorando rio no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


No primeiro dia cruzamos a Giant Forest que estava ainda mais encantadora com bastante neve fresquinha nos pinheiros menores, cena de filme! A neve e a neblina davam aquele ar mágico para a paisagem e os poucos raios solares logo destacavam o tom acanelado dos troncos das sequoias.

As primeiras e gigantescas sequoias que avistamos no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

As primeiras e gigantescas sequoias que avistamos no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Pulamos as principais trilhas e a nossa primeira parada foi em um estacionamento bem longe da muvuca, pouco antes do Lodgepole Visitor Center. Um grupo de sequoias lindíssimas estava lá sozinhas, só nos esperando. Elas são fantásticas e a neve faz tudo ficar ainda mais divertido.

A Ana entre sequoias milenares no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

A Ana entre sequoias milenares no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Cruzamos todo o parque e a área da Sequoia National Forest, com vários mirantes bacanas sobre o mar verde de coníferas e finalmente temos uma ideia do que vamos encontrar pela frente, o magnífico Kings Canyon!

Estrada na parte alta do Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

Estrada na parte alta do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


A próxima parada é na General Grant Grove onde está localizada a segunda maior árvore do mundo (em volume), a General Grant Tree! Uma trilha entre sequoias gigantes no leva até a atração principal.

A imponente 'General Grant', no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

A imponente "General Grant", no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


No caminho um túnel log impressionante faz termos uma noção mais real de quão grandes elas podem ser. Esta árvore caiu há mais de 200 anos, suas raízes tem uma circunferência de uns 8m de diâmetro e o túnel formado no meio do tronco é grande o suficiente para abrigar todo um time de futebol e seus reservas!

As imponentes sequoias no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

As imponentes sequoias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Continuamos para o Princess point, onde temos uma ótima vista do cânion, simplesmente sensacional. A Great Western Divide é onde culminam as maiores montanhas dos Estados Unidos, um pouco atrás está o Mount Whitney (4.417m), maior montanha americana nos “lower 48”. Montanhas nevadas e um belíssimo vale verde que pode ser completamente explorado durante o verão, já que nesta época a estrada ainda está fechada para prevenir dos possíveis desabamentos de rochas.

Visitando o Kings Canyon National Park,  na Califórnia - EUA

Visitando o Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA


Hume Lake é a antiga região da madeireira e que hoje se tornou uma grande área de turismo, com cabanas e uma linda vista do lado e picos nevados. Tentamos retornar por esta estrada, porém a neve estava alta e não conseguimos passar. Retornamos todo o caminho a tempo de chegar à Sherman Tree, a rainha de todas as sequoias, com idade estimada em 2.200 anos!

Lago no Kings Canyon National Park,  na Califórnia - EUA

Lago no Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA


Chegamos quando a lua já apontava no céu, a neblina deixou o fim de tarde ainda mais gelado e já não havia quase ninguém na trilha mais visitada do parque. Tivemos um momento a sós com um dos seres mais impressionantes que já vi na minha vida. Conseguem imaginar toda a história que esta árvore já viu? Tudo que já aconteceu enquanto ela estava aqui, neste mesmo exato lugar? Esperamos poder absorver parte da sabedoria e da energia desta grande sentinela do tempo e da vida.

A famosa 'General Sherman', a maior árvore do mundo, no Sequoia National Park,  na Califórnia - EUA

A famosa "General Sherman", a maior árvore do mundo, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


No segundo dia fomos direto para a Moro Rock Trail, oficialmente fechada pela neve, mas aberta a quem quisesse tentar explorá-la, por sua própria conta e risco. Subimos em torno de 6 km pela estrada e na trilha a neve estava ainda fofa, mas encontramos pegadas frescas e logo um grupo retornando do mirante, good news: o mirante estava aberto e absolutamente fantástico!

Ursos, só vimos nas placas do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Ursos, só vimos nas placas do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Uma escadaria foi construída na crista desta pedra de onde podemos ter a vista completa do Kaweah Canyon, toda a Sierra Nevada e as montanhas nevadas do Kings Canyon e a magnífica floresta de coníferas a nossos pés. Ficamos lá em cima por quase mais de meia hora, apenas admirando a paisagem.

Mirante no alto da Moro Rock, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Mirante no alto da Moro Rock, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Um pequeno detour nos levou até o túnel log entre sequoias gigantes e pinheiros, passando pela Parker´s Group. Agrupamentos de sequoias como este são raros e ainda mais bonitos.

Um grupo de sequoias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Um grupo de sequoias no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Este é um dos famosos túneis onde passam os carros quando a estrada está aberta. Ele foi recortado no tronco de uma sequoia caída e deu um certo trabalho para chegar lá em cima, já que estava cheia de neve e bem escorregadia, mas eu não perderia a oportunidade!

Estrada passa em tunel dentro de uma sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Estrada passa em tunel dentro de uma sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


Terminamos o dia na Big Trees Trail, uma trilha interpretativa fantástica com explicações sobre os ciclos de vida e os principais elementos que fazem aquele o terreno ideal para o desenvolvimento das sequoias.

Admirando as árvores gigantes no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

Admirando as árvores gigantes no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA


O tempo estava perfeito, céu azul e paisagem perfeita para apenas caminharmos na floresta, abestalhados com a beleza do lugar. Retornamos por um novo caminho, brincamos na neve e aproveitamos cada segundo no silêncio contemplativo da floresta. Não nos despedimos agora das sequoias, diremos apenas um até logo! As encontraremos novamente no Yosemite!

As primeiras sequoias quando se chega na parte alta do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

As primeiras sequoias quando se chega na parte alta do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA

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Vulcões Havaianos

Hawaii, Big Island-Volcano

Eupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Eupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


A Big island, no Hawaii, é mundialmente conhecida por seus grandes campos de lava e contínua atividade vulcânica. Ela proporciona, ano após ano, imagens fantásticas e a melhor área para estudos de campo para os volcanólogos de todo o mundo.

Desenho explica as erupções do Kilauea, no Vulcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Desenho explica as erupções do Kilauea, no Vulcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


A cadeia de ilhas havaianas possui uma história de mais de 70 milhões de anos de atividade vulcânica. A Placa do Pacífico está sobre um hot spot se tornando, em tempos geológicos, uma fábrica de ilhas e tem como resultado a Emperor Seamount Chain.

O processo de formação vulcânica das ilhas havaianas

O processo de formação vulcânica das ilhas havaianas


A placa tectônica está se movimentando basicamente do sul para o norte e conforme a placa se move, um novo ponto de tensão é criado sobre o hot spot, que através da pressão e do calor abre um caminho na placa tectônica para expelir a lava, criando um vulcão submarino que eventualmente irá emergir e se tornar uma nova ilha. As ilhas mais antigas por sua vez, estão em processo de erosão, pelo mar e pelo tempo e aos poucos estão afundando. Outras ilhas já estiveram na superfície e novas ilhas já estão em formação.

As primeiras plantas a colonizarem o campo de lava (Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí)

As primeiras plantas a colonizarem o campo de lava (Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí)


Maui, por exemplo, já foi tão grande quanto a Big Island, somada às suas ilhas irmãs Molokai, Lanai e Kaho´Olawe. Olhando a ilha do alto de um avião é fácil de perceber que a área conhecida como West Maui deve ser a próxima ilha a se separar do corpo principal.

Maui e as ilhas adjacentes, no Havaí

Maui e as ilhas adjacentes, no Havaí


Bem voltando à Big Island, são duas as principais montanhas vulcânicas que formam a área da ilha, o Mauna Kea e o Mauna Loa. O Mauna Kea é a maior montanha do mundo, da sua base no fundo do Oceano Pacífico, até os 4.206m de altura sobre o nível do mar. O Mauna Loa é a segunda maior montanha do mundo e ao lado do Kilauea está na lista de vulcões mais ativos do mundo. Diferente de outros vulcões nos Estados Unidos continental, O Kilauea e o Mauna Loa são mais fluidos e menos gasosos e suas erupções são fontes de magma formando belíssimos rios de lava.

Chegando ao parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Chegando ao parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí


O Hawaii Volcanoes National Park é o maior parque nacional no estado do Hawaii, constituído para proteger não apenas as áreas destes dois super vulcões, como todo o complexo habitat formado por eles ao longo de centenas de milhares de anos. Florestas verdejantes, áreas secas e praticamente desérticas e imensos campos de rocha magmática recém-esfriada, formam um mosaico que abriga diversas espécies nativas e endêmicas, que lutam para sobreviver em uma terra cada vez mais invadida por novas espécies trazidas pelo homem.

Antigos havaianos observam uma erupção vulcânica, em belo quadro no museu do parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Antigos havaianos observam uma erupção vulcânica, em belo quadro no museu do parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Em resumo, se existe um lugar que você tem que conhecer na Big Island, este lugar é o Hawaii Volcanoes National Park. Campos e tubos de lava, crateras vulcânicas de todos os tamanhos, formatos, a maioria com aparência inativa, mas na realidade todas estão potencialmente ativas e algumas delas em erupção.

A gigantesca cratera do Kilauea, em Volcano, na Big Island, no Havaí

A gigantesca cratera do Kilauea, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Um dia inteiro é pouco para ver o parque, o ideal é planejar no mínimo um dia e meio, se hospedando em Volcano, vilazinha próxima ao parque, ou ainda no lodge do próprio parque nacional. A visita começa logo de manhã cedo com uma parada no Visitor Center. Eles têm informações atualizadas sobre a lava e ótimos filmes com as imagens que esperamos ver ao vivo e que, a não ser que você seja muito sortudo, provavelmente não verá. Os dados atualizadíssimos vem do trabalho de campo de vários vulcanólogos, câmeras, sismógrafos e todo o equipamento que você imaginar. Lembre-se, você estará entrando dentro de um dos vulcões ativos mais estudados do mundo: o Kilauea.

Painel no museu do Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Painel no museu do Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


O Kilauea é um shield volcano e seu nome significa “vomitando” ou “muito espalhado” em havaiano. Sua atividade vulcânica foi registrada pela primeira vez em 1823 e há 30 anos ele está em atividade contínua, sendo registrada a última grande erupção em 2003. Sua caldeira está a apenas alguns quilômetros do Jaguar Museum e o fogo da sua lava pode ser visto, principalmente durante a noite do mirante em frente ao museu. Para conhecer a paisagem criada e modificada pelo Kilauea e Pelee, deusa havaiana dos vulcões, você terá que percorrer a Chain of Craters Road.

Uma coluna de fumaça sai de um grande lago de lava, no Vulcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Uma coluna de fumaça sai de um grande lago de lava, no Vulcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


A estrada de pouco mais de 27km (54km ida e volta) possui diversos mirantes maravilhosos. O parque possui várias trilhas, mas com pouco tempo, nós escolhemos a trilha do Pu´u Loa Petroglyphs, ótima para caminhar sobre a lava e conhecer um pouco da cultura local. A trilha é fácil e leva pouco menos de 2 horas andando tranquilamente e tirando fotos.

Trilha de acesso ao campo de lavas onde estão as antigas pictografias havaianas, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí

Trilha de acesso ao campo de lavas onde estão as antigas pictografias havaianas, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí


A história por trás deste sítio arqueológico é tão linda e impressionante como a beleza ao seu redor. A maioria dos petroglifos aqui encontrados foram feitos de 900 anos para cá e continuam sendo desenhados pelas famílias havaianas tradicionais. Eles são buracos cavados na pedra, mais ou menos adornados, para receber o cordão umbilical do bebê recém-nascido.

Antigas pictografias havaianas em pleno campo de lavas endurecidas, ao longo da Chain of Craters Road, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Antigas pictografias havaianas em pleno campo de lavas endurecidas, ao longo da Chain of Craters Road, em Volcano, na Big Island, no Havaí


A crença havaiana é que a partir deste momento/ritual o novo membro da família estará conectado com a terra e protegido pelos deuses, que lhe garantirão sucesso, força e saúde por toda a vida.

Antigas pictografias havaianas em pleno campo de lavas endurecidas, ao longo da Chain of Craters Road, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Antigas pictografias havaianas em pleno campo de lavas endurecidas, ao longo da Chain of Craters Road, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Depois da trilha, continuamos pela Chain of Craters Road e vemos o encontro de duas incríveis forças da natureza, a água e o fogo, que aqui travam uma luta há milhões de anos. A cada nova erupção a Deusa Pelee jorra o seu magma e conquista um novo espaço, construindo pouco a pouco novas terras para a ilha.

A contínua batalha entre as deusas dos vulcões e do mar, em pintura no museu do Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

A contínua batalha entre as deusas dos vulcões e do mar, em pintura no museu do Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Nesta batalha novas paredes de pedra vulcânica são construídas à beira mar. É ali que está o Holei Sea Arch, um arco de lava petrificada que encontra o mar.

O mar molda a costa formada por uma antiga erupção vulcânica, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí

O mar molda a costa formada por uma antiga erupção vulcânica, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí


A imagem da lava encontrando o mar deve ser fantástica e não é nada incomum por aqui. Existe um tour de barco que leva os turistas até o local onde os rios de lava escorrem e viram uma cachoeira de fogo líquido caindo diretamente no mar. Porém a atividade desta cachoeira varia e quando estivemos lá os rangers nos disseram que ela estava praticamente nula, não valendo a pena pagar 150 dólares pelo passeio.

Costa formada por uma erupção vulcânica recente, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí

Costa formada por uma erupção vulcânica recente, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí


O ponto alto do passeio foi a trilha de aproximadamente 4 km (ida e volta) sendo 2 caminhando sobre a lava derramada na erupção de 2003, no final da Chain of Craters Road. A lava cobriu mais de 14km de estrada, um trecho da rodovia que cruzava o parque e passava por uma zona rural onde existia uma pequena vila que foi engolida pelo fluxo vermelho e soterrada com até 35m de lava.

Explorando um gigantesco campo de lava endurecida, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Explorando um gigantesco campo de lava endurecida, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Durante a caminhada sentimos a força destrutiva e criativa da natureza, que ignorou a estrada e tudo o que havia na sua frente para criar esta paisagem de outro mundo, onde hoje já crescem pequenas plantas que recomeçam o ciclo da vida. Passamos pela placa “Road Closed” presa no meio do magma enrijecido, prova de que um dia a estrada realmente passou por ali.

Pretty obvious! (Chain of Craters Road, em Volcano, na Big Island, no Havaí)

Pretty obvious! (Chain of Craters Road, em Volcano, na Big Island, no Havaí)


Erupção vulcânica bloqueou uma estrada ao sul de Volcano, na Big Island, no Havaí

Erupção vulcânica bloqueou uma estrada ao sul de Volcano, na Big Island, no Havaí


Hoje existe um campo de lava ativo na ilha e ele está praticamente no limite do parque nacional, já bem próximo ao município de Kalapana. Esta trilha sobre o campo de lava dentro parque nacional possui em torno de 22km (ida e volta) e se torna ainda mais extenuante, subindo e descendo pequenos cânions formados pela lava já endurecida e completamente negra.

Explorando um gigantesco campo de lava endurecida, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Explorando um gigantesco campo de lava endurecida, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Em um dia de sol o calor absorvido por esta rocha pode ser muito perigoso e durante a noite a mesma rocha absorve toda e qualquer luz, tornando muito mais difícil se localizar na trilha que não é bem marcada. Então, se você quer chegar até lá, via parque nacional, o ideal é começar a caminhada com o primeiro raio de sol, carregando muita água, lanternas e pilhas extras para uma emergência, mas planejando para terminá-la ainda com a luz do dia. Outra forma é dirigir pela estrada de Pahoa até Kalapana (1h40 de Volcano) e pagar os guias locais (150 dólares por pessoa) para levá-los por dentro das terras particulares até a lava, uma trilha mais curta, em torno de 8km ida e volta.

O fim da estrada, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

O fim da estrada, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


No retorno pela Chain of Craters Road ainda fizemos uma parada rápida na Pauahi Crater e no lava tube, canal subterrâneo por onde um dia correu um grande fluxo de lava.

Entrando no túnel de lava, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Entrando no túnel de lava, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


A programação noturna é obrigatória, pois é quando vemos o fogo da cratera do Kilauea. Normalmente você poderia voltar no final da tarde até o Jaguar Museum e, enquanto o sol se põe, assistir ao “acender” das chamas. No dia em que estávamos lá, porém, a neblina resolveu atrapalhar um pouco e nós não pudemos ver nada. A sorte é que estávamos hospedados em Volcano, esperamos a noite cair e a neblina se dissipar e voltamos ao parque as 23h, quando o tempo começou a melhorar. Estávamos sozinhos no mirante com uma vista inacreditável do vermelho da lava refletida na fumaça que saía de dentro do vulcão. Lindo!!!

A luz do Kilauea ilumina a noite no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

A luz do Kilauea ilumina a noite no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


Um pouco antes da meia noite, observando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Um pouco antes da meia noite, observando a erupção do Kilauea, no Volcanoes National Park, em Volcano, na Big Island, no Havaí


As experiências que teremos com a atividade vulcânica e o quanto iremos ver efetivamente de lava dentro do parque nacional são sempre uma incógnita. Esta visita sem dúvida só me deixou com mais vontade de retornar à Big Island para conferir, ainda mais de perto, a verdadeira fúria da Deusa Pelee.

Uma bela representação da deusa havaiana dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Uma bela representação da deusa havaiana dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí

Hawaii, Big Island-Volcano, Big Island, Hawaii Volcanoes National Park, parque nacional, volcano, vulcão

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Preserve o Muriqui

Brasil, Minas Gerais, Ipanema (Reserva dos Muriquis)

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Nestas nossas andanças pelos Parques Nacionais, Áreas de Preservação e Reservas Naturais uma das minhas vontades, inclusive já colocada aqui neste blog, é de ser pesquisadora na próxima encarnação. Muitas destas áreas só liberam a entrada para pesquisadores, biólogos, geólogos, etc. Para a nossa felicidade, este não é o caso da RPPN Feliciano Abdala. A Reserva Particular de Patrimônio Natural foi criada pelo Sr. Feliciano Abdala, um visionário fazendeiro da região de Ipanema – MG, que pôde conciliar a atividade agropecuária, cultivo de café e gado, com a preservação da mata que fazia parte da sua fazenda. Segundo Bragança, chefe do parque, a visão de preservação da mata já era anterior, tendo sido um pedido do antigo dono que vendeu a área ao Sr. Feliciano. Quando este se comprometeu a preservar a mata existiam apenas 8 primatas na sua área, hoje são mais de 300 indivíduos, apenas desta espécie.

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Os Muriqui é, das espécies de primatas, uma das mais dóceis, por isso mesmo está arriscada de extinção. Só na RPPN dos Muriquis são 4 grandes bandos, sendo o maior deles com mais de 130 indivíduos. Eles convivem na reserva com outras 3 espécies de macacos, o Sagui e o Macaco Prego, mais difíceis de serem avistados e o Bugio, fácil de ser localizado pelo seu barulho ensurdecedor.

Os pequenos saguis na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Os pequenos saguis na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Mirante de observação da RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Mirante de observação da RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


A área tem em torno de 1500 hectares, incluindo as matas vizinhas à reserva onde os Muriquis também transitam, por isso o trabalho para encontrá-los não é simples. São 3 biólogos que trabalham seguindo os 4 grupos durante uma semana inteira. Eles acompanham os macacos desde cedo, desde a hora que acordam, marcam o local em que eles param para dormir no final da tarde e tornam a encontrá-los no mesmo ponto para recomeçar o dia de pesquisa. Quando os grupos estão localizados, é muito mais fácil para um turista avistá-lo, seguindo as orientações de um destes 3 biólogos. Porém há um dia na semana em que os biólogos saem do campo para fazer o trabalho administrativo e assim os perdem de vista. O dia seguinte acaba sendo sempre de muita caminhada em busca dos Muriquis. Nós tivemos a grande sorte de chegar neste dia, onde pudemos sentir na pele parte do trabalho que estes pesquisadores têm para encontrar os bichinhos. Chegamos lá as 8h30 da manhã e após assistir a uma reportagem sobre a RPPN começamos a caminhar, perto das 9h.

Caminhando na mata a procura dos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Caminhando na mata a procura dos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


O Bragança já tinha uma pista e foi por esta mata que começamos a procurar. Atravessamos a fronteira da reserva por trilhas já demarcadas pelos pesquisadores e chegamos a sentir o cheiro e ver as frutas que eles haviam acabado de comer, mas não tivemos nenhum sinal sonoro do bando. Este é facilmente reconhecido pela sua vocalização, parecida com um relinchar de um cavalo.

Frutas comidas pelos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Frutas comidas pelos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Caminhamos pouco mais de duas horas, onde tivemos a sorte de encontrar as outras 3 espécies de primatas que habitam a área, o Bugiu que é o mais fácil de encontrar foi o primeiro ainda ao lado da sede, logo depois o Sagui e o Prego deram o ar da graça. Os Muriquis nos deram uma bela canseira, mas quando conseguimos encontrá-los foi um verdadeiro show da natureza.

Bugio Gritador, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Bugio Gritador, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Estava acontecendo um encontro de grupos e por isso eles ficaram muito alvoroçados em uma gritaria absurda, parecia que tinham uns 6 potros pendurados nas árvores. Nunca atravessei um cafezal tão rápido na minha vida, correndo por entre os pés de café chegamos à mata e tivemos em torno de 10 minutos de interação com os muriquis. Lindos! Chegam a quase 1,5m de altura, totalmente pacíficos não possuem um macho dominante, de onde podemos concluir que são dos primeiros primatas democratas da história. As fêmeas do grupo migram para grupos vizinhos quando atingem a idade adulta, para evitarem a consangüinidade, já que esta também pode ser coberta por vários machos no mesmo cio.

Foi apaixonante e nada difícil entender por que a Tati, bióloga que nos ajudou a encontrar o grupo, escolheu esta rotina. Ela sabe o nome de cada um dos Muriquis, que são diferenciados pela sua despigmentação no rosto, a Roberta, Mel, Eric Clapton e assim por diante. A Roberta, senão me engano, foi a macaca que ficou mais intrigada com a nossa presença, pois percebeu que não éramos parte da equipe que já estão acostumados. Ela parou em um galho próximo a nós e nos encarava, observava, fazia movimentos preocupados enquanto o restante do bando passava seguindo o seu caminho. Infelizmente tudo que é bom dura pouco, minha vontade era de me juntar à Tati e continuar seguindo esses lindos animais.

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Além dos macacos a reserva abriga milhares de espécies de animais comuns à Mata Atlântica e possui também horta orgânica e um grande viveiro de mudas nativas, com mais de 80 espécies e 150 mil mudas que irão ajudar a recuperar áreas dentro e fora da reserva.

Horta orgânica, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Horta orgânica, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Plantio de mudas de árvores nativas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Plantio de mudas de árvores nativas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Bando de Anus Negros na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Bando de Anus Negros na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Os Muriquis são considerados os maiores primatas do Continente Americano, por isso mesmo uma viagem de 1000dias pelas Américas não poderia deixar de conhecê-los.

Enorme jequitibá na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Enorme jequitibá na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

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De volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

Catedral de Brasília - DF

Catedral de Brasília - DF


Brasília é linda durante o dia, mas, na minha humilde opinião, é ainda mais bonita à noite. Não porque ontem à noite foi a minha última (e única) chance de conhecer Brasília nessa passagem. Sim porque os prédios monumentais criados pelo arquiteto Oscar Niemeyer ficam ainda mais bonitos iluminados, além da cidade ficar mais tranqüila e o clima muito mais agradável.

O Itamaraty, em Brasília - DF

O Itamaraty, em Brasília - DF


Eu ainda estava com dores e meio fraca, mas não ia embora de Brasília sem andar pela Praça dos 3 Poderes, fotografar e colocar tudo aqui no post para vocês. Todos temos um lado muito patriótico que sempre aflora em momentos especiais como os jogos de futebol, basquete, vôlei, só não imaginei que conhecer a nossa jovem capital também me faria ficar emocionada.

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


Outra emoção é voltar a viajar e conhecer com o meu amor, que já estava se acostumando a ficar longe de mim nas suas andanças por Brasília.

>>> Ver post “Água Mineral” no blog do Ro.

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF


Mais uma noite de descanso e seguimos hoje para a cidade de Chapada Gaúcha, no norte de Minas Gerais. Atravessamos o Distrito Federal e Goiás até o norte de Minas para conhecer o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Já entramos em contato com o José, do ICMBio que faz a administração do parque e conseguimos a autorização para entrar no parque. Amanhã será um dia de muitas andanças para explorar estas veredas, fotografar os buritis e quem sabe dar sorte de ver uma sucuri, emas e outras espécies selvagens.

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Que Mala Suerte!

Argentina, Belén, Purmamarca

Desânimo, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Desânimo, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Hoje saímos para 10h de estrada. Saímos as 9h planejando chegar até as 19h em Susques, cidade mais próxima da fronteira com o Chile no Paso de Jama. A falta de combustível quase nos pegou ontem, mas em Belén conseguimos encontrar combustível e garantir os nossos 30 litros extras.

Batizando o triângulo da Fiona entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Batizando o triângulo da Fiona entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Não muito longe dali, entre as cidades de Santa Maria e Amaicha tivemos uma outra surpresa. Um pneu arrebentado! Ele não apenas furou, ele desmontou completamente! É claro que a primeira tentativa foi trocarmos o pneu, porém logo descobrimos que o nosso step estava travado embaixo do carro. Usamos uma trava de segurança que destrava com uma chave tetra. Esta porém não conseguia destravá-lo. Entrou tanta terra na trava que não exixtia forma de abri-lo. Tentamos tirar a terra, usamos o nossos compressor de ar, tentamos de tudo.

Pneu destruído entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Pneu destruído entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Ficamos completamente presos na estrada e com sorte, entre 2 cidades, a 10km de Santa Maria e a 6km e Amaicha. O Rodrigo pegou uma carona para Santa Maria, maior cidade onde tinha mais chances de encontrar uma loja de pneus aberta. Nada feito, encontrou uma borracharia que veio com ele uma meia hora depois para retirar a nossa roda, levá-la até a cidade, colocar um pneu menor para podermos nos mover dali. Acabamos comprando este pneu, que não vale 1 centavo, mas na necessidade passa a custar caro. É a oportunidade...

Finalmente, a Fiona está na estrada novamente, chegando em Salta - Argentina

Finalmente, a Fiona está na estrada novamente, chegando em Salta - Argentina


Outro senhor que parou para nos ajudar havia dado seu endereço em Amaixha e disse que poderia nos ajudar com a trava. Com o nosso pneu meia sola fomos até lá. Nessas idas e vindas e enquanto esperava nós já estavamos quase conseguindo abrir a trava... mas a única solução foi usar uma bela serra elétrica, que de forma rápida e eficaz, depois de 5 horas, conseguiu nos liberar desta trava desgraçada.

Tentando de todos os jeitos tirar a trava do estepe, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina

Tentando de todos os jeitos tirar a trava do estepe, entre as cidades de Amaicha e Santa Maria, na Argentina


Trocamos o pneu e seguimos com o nosso step, já um número menor que o nosso TL 50/50, até Salta. Conseguimos fechar à Salta as 19h30, 30 minutos antes de fechar a loja de pneus. Encontramos o nosso pneu, mas de outra marca... mesmas especificações, qualidade conhecida, sem muita opção trocamos um e acabamos conseguindo negociar o nosso step original no negócio para ficarmos com os 2 pneus traseiros novos, o que é mais seguro e nos garante um step idêntico.

Na oficina em que serramos a trava do estepe da Fiona, para finalmente podermos utilizá-lo! (em Amaicha - Argentina)

Na oficina em que serramos a trava do estepe da Fiona, para finalmente podermos utilizá-lo! (em Amaicha - Argentina)


Rodamos atrás de combustível novamente, o diesel da YPF continua escasso... Já eram quase 21h quando conseguimos sair de tanque cheio direto para Purmamarca, na entrada da estrada para o Paso de Jama. Quanto mais próximos do paso nós dormimos melhor, pois a fila de caminhões mais tarde fica impossível.

A Fiona de pneu novo, em Salta - Argentina

A Fiona de pneu novo, em Salta - Argentina


Já em Purmamarca demoramos para encontrar um hostel ou pousada que aceitasse cartão. O único ATM (banco 24h) estava fechado e queríamos sair cedo. Tanto procuramos que acabamos encontrando uma pousada deliciosa! Marques de Tojo, seu funcionário foi totalmente atencioso, viu a nossa cara de cansados e sabendo da situação negociou um belo desconto. Ai ai, não tem coisa melhor do que chegar em um hotel quentinho, cama gostosa, banho delicioso e poder descansar! Amanhã pegamos estrada e vamos ver afinal o Paso de Jama. Tá difícil, mas chegaremos ao Chile!

Um dos mais populares carros na história da Argentina! (chegando em Salta)

Um dos mais populares carros na história da Argentina! (chegando em Salta)

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Brasil, Espírito Santo, Iriri, Anchieta

Pátio em frente à igreja de Anchieta - ES

Pátio em frente à igreja de Anchieta - ES


Estamos acompanhando de perto a corrida eleitoral, todas as notícias, dia a dia dos presidenciáveis, discursos, debates e escândalos. Lembro que logo que completei 16 anos a primeira coisa que quis fazer foi ir até o TRE tirar o meu título de eleitor. Votar sempre fez parte da minha noção de exercício de cidadania. Na escola em que eu estudava, adorava quando faziam simulações de eleições e plebiscitos, como em 1993, quando houve o plebiscito sobre a forma e o sistema de governo no Brasil, eu votei para o parlamentarismo! Em 1989 na eleição que elegeu o Collor, eu fazia campanha contra o Collor entre os meus amigos, mas não a favor do Lula... ali estava difícil achar em quem votar. Participar das decisões do país pelo menos faz eu me sentir no direito de reclamar e me indignar com as coisas que acontecem. Enfim, por que tudo isso no post de hoje? Confesso que fiquei meio cabisbaixa por hoje não poder participar desta decisão, ainda mais com um segundo turno tão apertado. Pesquisamos o voto em trânsito, mas tínhamos que, 1 mês antes, definir qual seria a capital onde iríamos votar. Aí ficou difícil, como o nosso cronograma varia de acordo com as previsões de tempo não tínhamos como prever exatamente onde estaríamos ou até fazer um “pequeno” detour para votar. Vamos combinar que não deveria ser complicado um sistema eletrônico receber votos por seção em qualquer lugar do país. Mas o sistema ainda não está tão evoluído para acompanhar o ritmo dos 1000dias. Fomos à Escola Tom e Jerry em Iriri para justificar o voto.

Justificando o voto na eleição 1o turno, em Iriri - ES

Justificando o voto na eleição 1o turno, em Iriri - ES


Uma pena, mais tarde acompanhando a apuração das urnas eu sempre me sentia ali um nada dentro daquelas abstenções tão importantes para virar o jogo! Foram 24.607.504 de abstenções, mais de 18% dos eleitores brasileiros que justificaram ou simplesmente não compareceram às urnas. Qual será o percentual destas abstenções que justificaram? O percentual de justificativas vem apenas crescendo e preocupa o TSE, pois vem crescendo gradativamente a cada eleição. Hoje com a tecnologia que temos este cenário pode e deve mudar, só falta saber quando!

A famosa muqueca do Curuca, em Meaípe - ES

A famosa muqueca do Curuca, em Meaípe - ES


Enfim, sem poder exercer os meus direitos e deveres civis, fomos afogar as mágoas em uma moqueca de peixe no Curuca, em Meaípe. Antes disso passamos pelo Santuário Anchieta, onde nasceu e morreu o famoso Padre Anchieta, um dos fundadores da cidade de São Paulo. Pedi perdão pela minha abstenção e para que ajudasse o Brasil a conseguir um segundo turno. Dali, seguimos para Ubú, praia tranqüila e muito bonita que fica no caminho de Meaípe.

Praia deserta, em Ubu - ES

Praia deserta, em Ubu - ES


Afogadas as mágoas, sem nem poder tomar uma caipirinha para esquecer, (droga de lei seca) nós pegamos estrada para o interior do estado. Esta noite dormimos em Ibitirama, portal de entrada para o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça e um dos acessos ao Pico da Bandeira, nosso próximo desafio.

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Odeio Despedidas!

Costa Rica, Santa Teresa, Tenorio

Banho de mar matinal em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Banho de mar matinal em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Principalmente quando é de um lugar tão tranquilo e pessoas tão bacanas. Acordamos hoje com a intenção de pegar estrada cedo em direção ao Parque Nacional Tenório, no norte da Costa Rica e ainda cruzar a fronteira com a Nicarágua. Doce ilusão... não sei por que tanta pressa?

Preparando-se para entrar no mar pela manhã, em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Preparando-se para entrar no mar pela manhã, em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Que tal um banho de mar de manhã cedo, depois de um alongamento e uma breve sessão de fitness ioga à beira mar?

Banho de mar matinal em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Banho de mar matinal em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Banho, arrumações e logo estávamos nos despedindo da nossa room mate, Catarina. Ela me fez uma surpresa sensacional, me deu de presente seus tampões de ouvido super especiais! Isso por que comentei com ela o meu sofrimento noturno com os roncos do meu atlético maridão. Não é um amor?

Com a alemã Catherine, nossa companheira de quarto em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Com a alemã Catherine, nossa companheira de quarto em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Depois hora de dizer um até logo a Peter e Fátima e um tchauzinho de longe para Ananda Sofia, a bebê linda do casal, que se nos visse saindo ia querer vir junto! Rs! Não que tenhamos sido assim tão especiais, mas ela é assim mesmo, super social!

Com o Peter e a Fátima, donos do Ranchos Itaúna em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica

Com o Peter e a Fátima, donos do Ranchos Itaúna em Santa Teresa, no litoral do Pacífico na Costa Rica


Pegamos o rumo para a estrada, mas tivemos que dar aquela paradinha na famosa padoca. Pães deliciosos, sanduíches elaborados, saladas de fruta com granola e iogurte, sucos, café, chá, doces de comer ajoelhado e free wi-fi é igual à Bakery lotada!

A rua principal de Santa Teresa, surf town da costa pacífica da Costa Rica

A rua principal de Santa Teresa, surf town da costa pacífica da Costa Rica


Assim acabamos saindo meio tarde e chegamos à portaria do Parque Nacional Tenório só as 15h30, quando já não rolava entrar na trilha, já que o passeio dura em média 3h30 e aqui as 17h30 já está escuro! Bem, nos acomodamos nessa pousadinha bacana à 2km da portaria do parque, conhecemos um casal de suíços, Liz e Marcel, e o alemão Lutz. Matamos a saudades de um arroz com feijão, frango e chuchu e fomos dormir rezando para o temporal melhorar.

Nosso quarto no Parque Nacional Tenorio, na Costa Rica

Nosso quarto no Parque Nacional Tenorio, na Costa Rica

Costa Rica, Santa Teresa, Tenorio, Mal Pais, mar, Praia

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Gracias, Yojoa e Tegu

Honduras, Yojoa, Gracias

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras


Depois de ter passado pelas famosas Bay Islands, no Mar do Caribe e em uma das ruínas mayas mais incríveis da America Central, era vez de visitarmos um destino alternativo em terras hondurenhas.

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras


Nós saímos de Copan Ruínas em direção ao lago por um caminho alternativo, cruzando cidades interioranas e vendo o mundo passar pela janela, gente vivendo e sobrevivendo do campo, da venda, da terra e do sol. As estradas de Honduras são um exercício de paciência, esburacadas, mal sinalizadas e sem muitas regras de tráfego, ou se elas existem o povo não sabe cumpri-las.

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central


Chegamos à pequena cidade colonial de Gracias e tivemos um fim de tarde super agradável na varanda do nosso hostel. Tomamos uma Salva Vidas (cerveja local) com vista para as montanhas e os charmosos telhados alaranjados feitos na época da colônia espanhola. A cidade é pequena e simpática, mas sem grandes atrativos. Para quem tiver tempo, nos seus arredores existem alguns mirantes, rios e cachoeiras a serem explorados.

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras


No dia seguinte continuamos para o Lago Yojoa que está localizado a meio caminho, entre as duas principais cidades do país, San Pedro Sula e a capital Tegucigalpa. Rodeado por montanhas e uma floresta tropical úmida, o Lago Yojoa é o paraíso para birdwatchers e hikers de plantão.

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Escolhemos a área de Los Naranjos, próxima a um pequeno sítio arqueológico, cachoeiras e com alguma infraestrutura turística. Nossos amigos da Round House haviam indicado a D&D Brewery que além de produzir boas cervejas artesanais, aluga cabanas em meio a um pequeno bosque. À noite ainda provamos uma de suas cervejas exclusivas de damasco e outra de chocolate, muito saborosas. O estoque de pale ales e stouts havia sido completamente exaurido na Semana Santa que acabava de passar. Chegamos lá no final da tarde e já não havia um quarto disponível, então ficamos hospedados em um hotel vizinho, a Finca Paraíso.

lago Yojoa, região central de Honduras

lago Yojoa, região central de Honduras


Influenciada pelo último lago que havíamos conhecido em Flores, na Guatemala, eu estava esperando que os hotéis ficassem na beira do lago, para nadarmos, andarmos de caiaque, etc. Infelizmente eu estava enganada, o lago é raso, com muitas plantas e difícil acesso, sendo usado mais para passeios de barco e pesca.

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras


As atividades ao redor do lago são caminhadas com guias para avistamento de pássaros, trekkings pela cloud forest e até o pico Santa Bárbara, com sorte, com boas vistas do lago. Isso não era exatamente o que estávamos procurando, então aproveitamos as atividades que a própria finca oferecia, trilha para o mirante do Índio Desnudo e até o Poço Azul, lugares sagrados para os indígenas que viviam nesta região.

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)


Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Caminhamos pela nossa vizinhança, brincando com os cachorros, vendo as crianças voltar da escola em seus tradicionais uniformes e assuntando com a apoiadora master do time de futebol da vila, a tia lavadeira que tinha os uniformes de todo o time estendidos em seu varal.

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Fizemos um brunch na D&D Brewery com direito a hashbrown, ovos e blueberry pancake, delicioso! Escrevemos sob a trilha sonora natural das centenas de pássaros que vivem e se alimentam nas árvores frutíferas da finca e para refrescar tomamos coragem e demos um tchibum no Rio Blanco, também conhecido como Río Frío, e que numa versão realista deveria chamar-se Río Helado!

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras


Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


O tempo urge, temos prazos para chegar novamente ao próximo continente. Sem lago para nadar e nem mais delongas decidimos seguir caminho, com uma parada em um dos restaurantes às margens do lago na estrada para Tegucigalpa. Almoçamos com a bela vista do lago, das montanhas, dos bois pastando e das aves voando tranquilas sobre as águas do Yojoa. Ao nosso lado uma família menonita que assistia aos Jogos de Inverno ao som de uma bachata, a música sertaneja da América espanhola.

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras


Tegucigalpa me surpreendeu negativamente, pois eu esperava encontrar pelo menos um canto da cidade que fosse mais interessante. O centro é como todo centro, prédios mais antigos, ruas bem movimentadas e uma igreja na praça central. Os bairros são desorganizados, mal urbanizados e mal saneados, muita sujeira, muitos fios, muitas casas enjambradas e nenhum charme.

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Não conhecemos o Sector Hotelero da cidade, que seria mais caro, mais maquiado e menos real. Fomos direto para a Colônia Palmira, um bairro classe média, cortado pela Avenida Morazán que reúne prédios comerciais, centros médicos e uma infinidade de redes americanas de fast food. Acho que precisaríamos de mais tempo para encontrar os recantos e riquezas de Tegucigalpa.

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Assim sendo, o nosso hostel foi o melhor refúgio que poderíamos encontrar nessa selva de pedras. Uma casa colonial bem confortável, os donos muito atenciosos e um café da manhã típico muito gostoso. Lingüiça, banana, feijão refrito (tipo tutu), um prato de leite com sucrilhos e suco de laranja natural. Bem energético, ótimo para aguentarmos as próximas horas de estrada e fronteira a caminho da Nicarágua.

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Três dias, três lugares completamente diferentes, da histórica Gracias, passando pelo interior de Yojoa e chegando à metrópole suburbana de Tegucigalpa. Uma boa colcha de retalhos que somadas às mais turísticas Bay Islands e Copán, nos ajudaram a formar uma ideia mais clara de Honduras. Fechamos nossa passagem por aqui com uma nova visão do país, um lugar de gente muito receptiva e amável, terras férteis, montanhas, parques nacionais, cidades históricas e muita riqueza cultural, mas que ainda tem muito a se desenvolver, muitos ranços políticos a acertar e um clima pesado no ar para dissipar, depende para onde você olhe e o que queria enfocar. E você, qual Honduras vai querer conhecer?

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras

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