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Suzi (19/06)
Sensacional essa região. Inclui no meu roteiro!!! Belas fotos......
Suzi (19/06)
Puxa, paisagens que eu nem imaginava encontrar no México. Daqui a trê...
Uilson Ramalho (19/06)
Alcântara,cidade histórica e bela e eu bem que gosto de um lugar assim,...
Tatiana Wolff (16/06)
Obrigada, Ana!! Acho que vamos pra lá mesmo! Estou de olho na previsão ...
Ronaldo junior (15/06)
Muito otimo!Parabens!Tnho 20a d cuiba.Santarem e transamazonica n boleia ...
Pontinha, durante a Caminhada do Atalaia, em Fernando de Noronha - PE
No Projeto TAMAR assistimos uma palestra sobre Noronha, super interessante. Hoje Noronha é dividido em duas áreas pelo ICM Bio, a APA, Área de Proteção Ambiental, onde ficam localizadas as vilas e o porto, pode-se pescar e são exercidas atividades comerciais. A outra área é o PARNAMAR - Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, nesta o controle é muito mais rígido, não se pode pescar, caçar ou mesmo haver quaisquer tipos de construções.
Barco de mergulho em Fernando de Noronha - PE
100% das crianças da ilha estão nas escolas, motivo de orgulho para os moradores. São em torno de 700 crianças que cursam o Ensino Fundamental e Médio e destes alguns seguem até a Universidade pelo EAD, ainda morando na ilha. A população de Noronha hoje é em torno de 4 mil pessoas, sendo que destes 1000 são turistas. São 80 mil turistas por ano visitando a ilha e por isso o trabalho de educação ambiental realizado pelo TAMAR é de extrema importância, já imaginaram o impacto que todo este povo poderia causar?
Praia do Sancho vista de cima, em Fernando de Noronha - PE
Conversando com moradores, soubemos que este Parque Nacional foi privatizado em um leilão recentemente, e será administrado pela mesma empresa que administra o Parque das Cataratas do Iguaçú. Eles devem investir em estradas, trilhas e infra-estrutura turística e irão cobrar uma taxa de 60,00 por pessoa para entrar na ilha, além da Taxa de Proteção Ambiental que já pagamos hoje.
Prédio da administração municipal em Fernando de Noronha - PE
Essa questão é super controversa, alguns defendem e outros, principalmente os nativos e moradores da ilha, receiam esta nova administração. Esperamos que seja feita com parcimônia, pois não é apenas um parque que está em jogo, mas sim a vida de várias famílias.
Os Dois Irmãos na Praia da Cacimba, em Fernando de Noronha - PE
Montanhas do Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Outono de 1883, dois trabalhadores da Canadian Pacific Railway faziam prospecção de terras e se depararam com uma caverna onde corriam rios de águas quentes. Visionários, construíram um pequeno hotel para receber turistas cruzando as Rochosas Canadenses, rumo ao Pacífico. Numa longa viagem de trem, nada mal uma parada de descanso em águas termais!
O belo lago de Minnewanka, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Dois anos de desavenças sobre a legitimidade da propriedade destas terras fizeram o Primeiro Ministro canadense declarar os 26 km2 ao redor das termas, uma Reserva Nacional. Em 1887 o Rocky Mountains Park Act expandiu a área para 674 km2 e estabeleceu o Rocky Mountains National Park, primeiro parque nacional no Canadá e terceiro do mundo, apenas atrás do Yellowstone nos EUA e o Royal National Park, na Austrália.
Água azul e cachoeiras no Johnston Canyon, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Admirando o Johnston Canyon, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Assim surgiu um dos maiores destinos turísticos do mundo, as Rockies Canadenses, que recebiam turistas vindos da Europa depois de uma longa viagem em luxuosos transatlânticos e sobre os trilhos da Canadian Pacific até chegar à região. Para aumentar o seu fluxo de passageiros a empresa ferroviária construiu o Banff Springs Hotel e o Chateau Lake Louise e só em 1911 Banff poderia ser acessada de carro, via Calgary.
Esquilo nos observa atentamente no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Este foi o nosso caminho, percorrido por tantos nos tempos áureos das verdadeiras explorações turísticas do final do século XIX. Partimos de Calgary em direção à Canmore, cidade vizinha ao Banff National Park. A principal cidade turística é a própria cidade de Banff, localizada dentro dos limites do parque, inclusive, uma peculiaridade dos parques nacionais canadenses desta região.
A cidade de Banff, em Alberta, no Canadá
As cidades se desenvolveram e chegaram a ameaçar a preservação do ecossistema, pelo boom turístico que enfrentavam. Durante a década de 90 foi feito um estudo profundo e novas medidas foram tomadas para que ambos, parque e cidade, pudessem viver em harmonia. Hoje Banff se orgulha em ser uma cidade verde e trabalha para manter o status, já que as suas paisagens são sua maior fonte econômica.
Artista de rua na cidade de Banff, em Alberta, no Canadá
Banff nos lembrou muito as cidades da Serra Gaúcha, muito organizada, toda florida, com casas de foundue, racletes, churrascarias (à moda norte-americana, não se animem tanto!) e cheia de lojinhas convidativas com os temas preferidos das rochosas: o frio, os ursos, alces, vinhos e chocolates, enfim, tudo o que combina com inverno.
Charmoso restaurante na cidade de Banff, em Alberta, no Canadá
No verão o parque é um grande playground para entusiastas dos outdoors: caminhadas, montanhismo, escalada técnica em rocha, canoismo, pedal, mergulho, pesca e o que mais você imaginar! Até esqui em rodas encontramos! Já aos adeptos aos esportes de inverno, chegando na estação certa, estarão entre as melhores montanhas para esqui, snowboard e um dos maiores centros de treinamento em escalada no gelo e cachoeiras congeladas. Dica: para explorar tudo isso a fundo, seja no verão ou no inverno, venham com tempo, são centenas de quilômetros de trilhas.
Caminhada na orla do lago Minnewanka, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Nós chegamos em meio a um feriado nacional, quando os preços vão às alturas! Enfim, conseguimos um super negócio no priceline na área de Canmore, apenas 20km de Banff e acabamos descobrindo ser não apenas mais econômico, como o destino alternativo preferido do pessoal de Calgary à disputada e turística Banff. Sem muito tempo para explorar a região fechamos a nossa programação nos principais atrativos e uma grande caminhada na área do Lake Louise, história que merece outro post.
Comendo delicioso fondue na cidade de Banff, em Alberta, no Canadá
Almoçamos um foundue de queijo divino no Grizzly House e bem alimentados fomos conhecer os arredores do Lago Minnewanka. Uma caminhada de 3km até a entrada do cânion, respirando ar puro às margens do lago, cruzando com cabras montanhesas em meio aos pinheiros. Fomos até a entrada do Stewart Canyon, adiante só são permitidos grupos acima de 4 pessoas portando bear spray. Aqui neste lago de águas verdes cristalinas está uma vila fundada em 1912 e vários sítios arqueológicos submersos! Os mergulhos são super técnicos, pois estamos falando de mergulhos em altitude (1.450m), que variam entre 14 e 100m de profundidade e pouca visibilidade. Mais informações no site do parque, aqui.
Rio engolido pela represa do lago Minnewanka, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
O plano da tarde era subir a gondola (bondinho) da Sulphur Mountain. O tempo nublado, a pouca visibilidade e o preço (39 dólares por pessoa) nos desanimaram. A melhor opção para os hikers de plantão é subir a montanha a pé em um trekking de menos de 2 horas e voltar antes das 11h da manhã ou depois das 17h de graça! É claro que decidimos subir a pé no dia seguinte, má sorte a nossa foi que o tempo fechou e caiu um pé d´água totalmente desanimador.
Bondinho para o alto da Sulphur Mountain, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
No segundo dia, já a caminho de Lake Louise e enfrentando o tempo incerto de chuva fizemos uma caminhada de 5km no Johnston Canyon. Foram construídas passarelas e pontes que nos levam até uma caverna e lindas cachoeiras dentro do gorge. A trilha é linda, porém estreita e em dia de feriado pode engarrafar. Parafraseando uma senhora bem humorada que conhecemos no caminho parecia que toda a Central Station havia resolvido descer aqui hoje!
Caminhando pelas passarelas através do belíssimo Johnston Canyon, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Lá encontramos um casal de gaúchos queridíssimos que também lembraram muito de Gramado e estavam saudosos do Caracol. Realmente temos paisagens belíssimas no nosso Brasil. Talvez as paisagens brancas e nevadas do inverno os surpreendesse mais.
Encontro com um casal de gaúchos no Johnston Canyon, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Água azul e cachoeiras no Johnston Canyon, no Banff National Park, em Alberta, no Canadá
Mais tarde chegamos ao Lake Louise e Lake Moraine e aguentamos apenas alguns minutos sob o frio e a chuva ao redor dos principais cartões postais das Rochosas Canadenses. Torcendo para o tempo melhorar amanhã, nos instalamos no nosso hotel, um dos mais simples e ainda assim salgadíssimo para o casal aqui. Depois do jantar nos aquecemos na banheira de hidromassagem, afinal, não é sempre que temos essa mordomia! Hehehe! Amanhã nos aventuramos pelas trilhas do Banff National Park, alguns quilômetros entre coníferas, lagos e montanhas.
Mesmo com o dia nublado, a incrível beleza do Lake Moraine, perto de Lake Louise, em Alberta, no Canadá
As imponentes ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador
Colocarmos o pé na estrada novamente. Seguimos viagem agora rumo à Guatemala! Nossa primeira ideia era seguir direto, sabíamos que no caminho ficariam para trás mais dois sítios arqueológicos, Tazumal e Casa Blanca, mas não tínhamos muito tempo e precisávamos chegar a Antigua.
Subindo as escadas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador
Foi em uma parada no posto logo após a cidade de Santa Ana, um frentista jovem e muito simpático ficou curioso sobre a viagem e logo quis nos falar sobre as belezas e os pontos turísticos da sua região. Mostrou-nos fotos de Tazumal e Casa Blanca, insistindo para passarmos por ali, “ficam a apenas 5 minutos daqui” dizia ele, empolgado. No caminho passamos na beira da estrada encontramos a entrada das Ruínas de Casa Blanca, que estavam fechadas para restauração. Já no clima, perguntamos e decidimos desviar mais 5 minutos para a cidadezinha de Tazumal, construída praticamente sobre as antigas ruínas Maias do mesmo nome.
As ruínas de antigo templo maya em Tazumal, em El Salvador
Tazumal em K´iche´ significa “pirâmide onde as vítimas eram queimadas”, nem gosto de imaginar! Está localizada no meio do povoado de Tazumal, vizinha do cemitério municipal, arqueólogos estimam que os primeiros moradores desta região datam de 5.000 a.C. As primeiras expedições arqueológicas escavaram parte do sítio já na década de 40, anos mais tarde arqueólogos começaram um trabalho de manutenção e reconstrução das ruínas que já estavam descobertas, alterando sua construção original, incluindo cimento na estrutura para aumentar sua durabilidade. Em 1954 foi visitada por Che Guevara nas suas andanças pela América Latina, antes mesmo de se rebelar e começar a guerrilha armada.
Visitando o sítio arqueológico maya de Tazumal, em El Salvador
As últimas reformas feitas em 2006, já em uma nova linha de trabalho, começou a desconstrução da camada de cimento, tentando devolver a originalidade às ruínas. Segundo pesquisas, sua primeira camada teria sido feita em blocos de adobe e só depois, já sob domínio Maia, foi que recebera blocos de pedra e ornamentos do período clássico (250 A 900 d.C). Foram mais de 13 fases de construção, o que faz os arqueólogos estimarem que 70% da estrutura ainda não foi desenterrada e hoje está abaixo da vila de Tazumal. Depois de 900 d.C foram construídas pirâmides Toltecas, assim como um campo de “jogo de bola”, sendo abandonado definitivamente em 1200 d.C.
Momento de carinho nas ruínas mayas de Tazumal, em El Salvador
As ruínas são as maiores que vimos aqui nessa nossa iniciação do mundo Maia, lindas e impressionantes! O museu fornece bastante informação, assim como os guias que podem ser contratados no local. Nós, como estávamos naquela correria básica, fizemos algumas fotos, demos uma olhada rápida no museu e saímos dali com milhares de perguntas sem respostas, apenas imaginando como seria aquela cidade na época em que os maias ou os toltecas viviam por ali... milhares de pessoas assistindo os rituais aos seus deuses e divindades, vivendo sua vida e aprendendo sobre sua história. História essa que hoje tentamos remontar, baseados apenas em pistas que nos foram deixadas através do tempo e destas ruínas.
Divindade pré-colombiana no museu em Tazumal, em El Salvador
Continuamos o nosso dia em direção à Las Chimanas, fronteira de El Salvador com Guatemala. Os trâmites foram rápidos e os oficiais da aduana guatemalteca foram eleitos os mais simpáticos de toda a viagem! Eles até fizeram fotocópias e montaram com durex um mapa da Guatemala que tinham na parede para nos dar de presente.
Chegando à Guatemala, indos de El Salvador
A primeira impressão assim que cruzamos a fronteira já é de um país mais organizado, a estrada e a cidade fronteiriça todas sinalizadas e pintadinhas, apesar das dezenas que túmulos (lombadas) que encontrávamos pelo caminho. Menos de duas horas depois chegamos à capital, Cidade da Guatemala, que nos impressionou positivamente. Chegamos pela parte alta da cidade, avenidas largas e arborizadas, sem passar pela periferia costumeira das cidades grandes na América Latina.
Tumulo? É o nome dos quebra-molas na Guatemala e em El Salvador
Prédios modernos, restaurantes e uma infra-estrutura completa, cruzando as zonas 15, 14, até chegar a Zona 10, onde ficaríamos hospedados. Conhecida como Zona Viva a Zona 10 é a mais turística, ao lado da Zona 1, centro histórico da capital e à Zona 13, onde estão a maioria dos museus. Aproveitamos a nossa única noite na capital para jantar em um restaurante de comida típica guatemalteca, vizinho do nosso hostal, o Kacao. As principais comidas típicas são sopas que levam diversas verduras, batata, milho, coentro e alguma carne, principalmente frango. Tomamos um caldinho e o prato especial foi um churrasco guatemalteco, acompanhando de uma espécie de tutu de feijão e guacamole, delícia!
Restaurante Kacao, de comida típica, na Cidade da Guatemala, capital do país
Fechamos nossa noite no Bar Esperanto, indicado por Pablo, um viajante e blogueiro, nosso amigo virtual guatemalteco que amanhã mesmo iremos conhecer. Um bar boêmio, tocando uma cumbia gostosa, galera animada e bem receptiva. A energia da cidade já nos cativou, ficou decidido: vamos ficar um dia mais para conhecer e curtir a vibrante Cidade da Guatemala!
Balada no bar Esperanto, na Cidade da Guatemala, capital do país
São quatro as espécies de macaco que habitam o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Nós tivemos uma certa dificuldade de encontrar informações das formas de transporte e de como chegar a Estación Sirena, no coração do Parque Nacional Corcovado. Dirigimos até Puerto Jiménez e lá encontramos um anjo, o guia local Nito, que nos deu a letra completa de como seria mais fácil, prático e barato para chegar ao parque no tempo que tínhamos disponível.
Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Existem três maneiras de chegar ao Parque Nacional Corcovado: de avião ($$$), de barco ($) ou a pé (sem guia é grátis).
A PÉ
A aventura já começa cedo para os que estão com pique de caminhar para chegar até a estação Sirena, coração do Parque Nacional Corcovado. São 3 trilhas com diferentes níveis de dificuldade;
Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
La Leona/ Sirena - Esta trilha é a mais utilizada pelos turistas que estão baseados em Puerto Jimenez. O ponto forte dela é a possibilidade de avistar animais, principalmente pumas, durante o caminho. Uma amiga nossa fez e teve a sorte de ver um! A trilha para lá começa na cidade de Carate, ponto até onde a estrada chega, dando a volta à península depois e Puerto Jiménez. De Carate são 3km (1h de caminhada) até a Estación La Leona e de lá mais 15km de trilha (5h de caminhada) até a Estación Sirena.
No meio da mata, o barulho inconfundível de um pica-pau, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Los Patos/ Sirena - a cidade mais próxima é La Palma, vila anterior à cidade de Puerto Jiménez. De La Palma a Los Patos são em torno de 5h de caminhada e mais 8 horas de trilhas entre Los Patos e La Sirena. Esta trilha cruza o parque, atravessando montanhas e praticamente toda a península de sul ao norte.
Um lindo grilo amarelo no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
San Pedrillo/ Sirena – É a trilha mais longa e menos utilizada, por dificuldades como maré e a praia, já que a maior parte da caminhada é pelas areias da praia de La Llorona, que adiante se torna Playa Sirena. São 25km de trilha a partir da Estación San Pedrillo e para chegar lá é outra longa caminhada de Bahía Drake a Los Planes Ranger Station e depois até San Pedrillo. Esta estação é uma das mais movimentadas devido à sua facilidade de acesso via marítima, recebendo muitos barcos dos lodges de Sierpe e Bahía Drake e pela quantidade de turistas o avistamento de animais tem sido cada vez menos comum. Sinceramente, acho que quase ninguém usa este caminho e eu não recomendo.
Cobra venenosa se move nas folhagens da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
BARCO
Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os barcos partem da vilazinha de Bahía Drake, que está no norte da Península de Osa com acesso por uma estrada off-road. Também existe a opção de chegar de barco pela cidade de Sierpe. O custo varia de 25 a 30 dólares por viagem (50 a 60 dólares ida e volta). Os barcos não são uma linha pública, então devem ser agendados com pelo menos um dia de antecedência. Eles partem de Bahía Drake as 6am e retornam as 13h30, variando um pouco com os horários da maré.
AVIÃO
Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os vôos partem do pequeno aeroporto de Puerto Jimenez, é a forma mais rápida e também a mais cara de chegar até lá. Nós vimos aviões indo e vindo do parque com “wealthy americans” em suas Indiana Jones Adventures. Deve ser lindo sobrevoar o parque, mas sem dúvida você perde muito do contato com a natureza se comparado com o barco ou o trekking.
Um cateto (porco do mato) caminha tranquilamente pela floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Entrada no Parque: US$ 10,00 por pessoa, por dia. Se você vai pernoitar pagará dois dias, além da taxa de camping. Você precisa comprar um boleto de entrada no parque, geralmente incluso nos preços dos tours de um dia. Se você vai organizar a sua própria viagem, como nós fizemos, pode comprá-los através da Cabinas Murillo, que é um hostel, agência de turismo e o escritório bancário da vila de Bahía Drake ou direto no escritório do Parque Nacional em Puerto Jiménez.
Guaxinim cruza pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Camping Estación Sirena: se você quer ver vida selvagem vale a pena dormir pelo menos uma noite na Estación Sirena, assim terá mais chances de ver animais no amanhecer e entardecer. A maioria dos turistas vem para day tours, mas a quantidade de pessoas acampando também é grande, reservar com antecedência é recomendável. (Oficina da Área de Conservación do Osa: 2735-5580).
AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano
A infraestrutura inclui banheiros simples, área de cozinha (leve seu fogareiro e panelas) e uma área coberta para camping. Você pode acampar com uma barraca nesta área ou ao lado da casa, mas o melhor esquema é levar seu colchonete e uma mosquiteira para se proteger dos mosquitos e ficar mais fresco, pois o calor é insuportável. Também existem dormitórios disponíveis no parque por US$12,00 por pessoa. Reserve com antecedência, pois costuma lotar.
Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
As trilhas ao redor da Estación Sirena são curtas e relativamente simples. Andamos uns 10km ao redor, indo e vindo pelas trilhas de Los Pavos, Guanacaste, Rio Claro, Espaveles, Ollas e Sirena. Só nos faltou a trilha do Corcovado que não estava muito bem sinalizada e não prometia muitos animais.
Catitu e anta dividem o mesmo espaço no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Uma vez lá sua rotina será caminhar pelas trilhas procurando as 4 diferentes espécies de macacos que vivem no parque, catetos (um tipo de porco do mato) e queixadas (porco do mato mais bravo, tipo javali), porco-espinho, tamanduás, antas e o tão esperado puma. Aos amantes dos pássaros, araras, tucanos, pica-paus e centenas de outras espécies são facilmente avistados, assim como cobras e as diversas espécies de insetos, grilos imensos, aranhas coloridas, lacraias e centopeias.
Lagarta se esgueira pelo solo da floresta, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Tours e Guias
Uma das muitas autoestradas de formigas no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Guias não são obrigatórios para dentro do parque, mas eles podem facilitar muito a sua vida, cozinhando, mostrando os caminhos (nem sempre bem sinalizados) e encontrando os animais que você está lá para ver. Novamente ir com ou sem guia é uma decisão de cada um, obviamente eles tem uma prática muito maior de como encontrar os animais, sabem por onde os bandos andam e se comunicam entre eles para garantir que os seus clientes tenham a melhor experiência.
Macacos transitam com desenvoltura pelas copas das árvores no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
A princípio tentamos organizar um guia para acompanhar-nos no primeiro dia, mas não conseguimos. Acabamos indo sozinhos, confiando no instinto que desenvolvemos nestes 1000dias e, claro, assuntando com os guias e grupos para tentar ver o que eles estavam vendo. Tivemos sorte e, mesmo sem um briefing completo sobre os animais e as plantas da região, vimos quase todos os animais vistos por todos. Só nos faltou o puma, que passou em frente à estação se exibindo para os sortudos que estavam lá descansando. E nós estávamos na trilha procurando por ele... =/
Do alto de um "mirante", observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Várias agências de Puerto Jiménez e Bahía Drake podem organizar todo o passeio para você, incluindo transporte (van até o princípio da trilha, ou barco de Bahía Drake se você não quiser caminhar), equipamentos de camping, alimentação e guia. Em Bahía Drake a maior agência é o Manolo Tours ou a Cabinas Murillo.
Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Ruínas seculares com vista para o mar, em Aruba
Aruba faz parte das Antilhas Holandesas localizadas na costa da Venezuela conhecidas como “ABC”- Aruba, Bonaire e Curaçao. Embora seja ligada politicamente à Holanda, os americanos já dominaram a ilha há tempos. Por isso quando eu pensava em Aruba, logo imaginava grandes hotéis, cassinos, restaurantes e lojas de marca.
Oranjestad, capital de Aruba, cheia de lojas de grife
Uma ilha de 120.000 pessoas que representam mais de 95 nacionalidades, todos em busca de um lugar tranquilo para sua aposentadoria, desde que seja um paraíso com uma boa infra-estrutura. A língua oficial é o papiamento, uma mistura de português, espanhol, holandês, dialetos africanos, etc. Porém nas zonas turísticas o inglês domina completamente.
Palm Beach vista do farol no norte da ilha (Aruba)
É claro que como estamos no Mar do Caribe, deveríamos encontrar também algumas praias paradisíacas. Eu não estava de toda errada, mas um território de 180km2 deve ter muito mais a oferecer que arranha-céus, resorts e jogatina.
Nós não éramos os únicos a fotografar o maravilhoso pôr-do-dol em Palm Beach - Aruba
Tivemos pouco tempo para explorar a ilha, por isso durante o dia aproveitamos para ficar longe do Low e do High Rise na Palm Beach, alugamos um carro e saímos conhecer a ilha. Começamos pela Capela Alto Vista, a primera igreja Católico Romana de Aruba. Um lugar que inspira muita paz e tranquilidade com vista para o mar.
Bela igreja no norte da ilha de Aruba
Foi construída pelos índios e espanholes em 1750 e frequentemente a chamam de la Iglesia de los Peregrinos, já que no caminho encontramos à beira da estrada vária cruzes brancas com frases do calvário nas duas “línguas oficiais” da ilha. Para os arubianos em particular, é um lugar especial de paz e contemplação.
Para quem fala português ou espanhol, não é difícil ler em papiamento, a língua local de Aruba
Com a alma repleta de boas energias, seguimos para um dos principais marcos naturais da Ilha, chamada Ponte Natural. Formada pelas intempéries da maré, a ponte principal já desabou, mas ainda sobrou parte dela em pé para contar a história.
A "Ponte de Pedra", uma das atrações turísticas da ilha de Aruba
Ali perto encontramos as Ruínas de um Gold Mill. A mina de ouro de Bushiribana, localizada na costa norte, processou minério durante toda a corrida pelo ouro no século XIX. Descoberto aqui em 1824, a indústria de ouro de Aruba chegou a produzir cerca de 1.500 toneladas neste período. Foi desta busca incansável pelo ouro em mares caribenhos que nasceu o nome da ilha, derivado da expressão “Oro Ruba” que quer dizer “Ouro Vermelho”.
Explorando ruínas a beira-mar em Aruba
Ainda dentro dos limites do Arikok Nacional Park conhecemos também a piscina natural, um ponto de beleza cênica espetacular, é um dos melhores banhos de mar da ilha. Águas tranqüilas e abrigadas com muitos peixinhos para um snorkel. A maioria dos turistas chega lá de bugue ou carros 4 x 4.
Idílica praia no sul de Aruba
Nós, como alugamos o carro mais barato que existia, aproveitamos para dar uma boa caminhada de uns 40 minutos até a piscina. Tivemos a sorte grande de encontrarmos a pequena piscina em um intervalo entre grupos de turismo e pudemos aproveitá-la sozinhos! Logo chegou um grupo grande, dentre eles muitos brasileiros, com seus equipamentos para snorkel, incluindo botinhas de neoprene e colete salva-vidas. Surreal!
Piscina natural na parte sul da ilha de Aruba
Depois de um dia de muitas explorações, não podíamos deixar de aproveitar um pouco da infra-estrutura da ilha. Morreeeendo de saudades de um bom churrasco brasileiro, não comemos o dia inteiro “guardando espaço” para a noite irmos na Churrascaria Texas Brazil. Por quase duas horas eu me teletransportei ao Brasil, no buffet de saladas intermináveis, com queijos deliciosos e aquela picanha! Ai que delícia. Para lembrarmos que estávamos em Aruba, pedi como drink a especialidade da casa: sangria, vinho com frutas. Não combinou... uma cervejinha, caipirinha ou até uma coca-cola cairiam muuuito melhor.
Tirando a barriga da miséria na churrascaria brasileira "Texas do Brasil", em Palm Beach - Aruba
Todo este roteiro cabe bem em um dia, assim tivemos o nosso primeiro dia de trabalho, contemplação e uma ravezinha básica na praia, em frente ao Mambo Beach. Os DJs não eram lá essas coisas, deviam ser amigos do dono, mas já foi uma boa festa de boas vindas ao Caribe.
Festa na praia de Palm Beach, em Aruba
Ah! E as praias? Pois é, elas existem, ouvi dizer que são artificiais. Tem uma faixa de areia estreita e para alcançá-las é necessário despir-se de qualquer pudor e atravessar os grandes hotéis e resorts como se você fosse um hóspede. Perguntar e pedir passagem aos funcionários também funciona.
Praia no norte de Aruba, cor típica do Caribe
Andando de bondinho em São Vicente - SP
O dia seguinte de uma escalada deveria ser feriado nacional. Além de ficarmos acabados, com dor no corpo todo, no meu caso principalmente nos joelhos, nós temos que organizar a bagunça que fizemos. Barraca molhada e cheia de grama. Paneleiro sujo, roupas e botas em estado lamentável, todas molhadas e enlameadas. Passei a malha inteira lavando, esfregando, secando, limpando e dobrando cada pecinha de roupa e equipamentos. Ainda bem que me baixou a Maria e fiz tudo de uma vez só. Quem entrasse no quarto do hotel não acreditaria, pensariam que éramos sem terra de férias.
Visão do bondinho de São Vicente - SP
Um dia lindo se abriu e à tarde fomos até a pista de vôo livre, no alto do morro em São Vicente. Lá encontramos outra espécie de aventureiros, os aventureiros do ar. Pilotos de asa-delta e paraglider curtindo a vista, trocando histórias e dobrando seus equipamentos, pois o vento já estava baixando. Chato para eles, mas ótimo para nós, que precisamos do mar bem lisinho amanhã.
Visão do bondinho de São Vicente - SP
Uma volta no teleférico de São Vicente com uma vista linda para a orla e a baia. Lembrei muito da primeira vez que andei em um teleférico destes, na Suíça, a vista só era um pouquinho diferente, no alto um lago de degelo, no caminho montanhas verdinhas e vacas suíças pastando. Eu do alto dos meus 13 anos pensava: “deve ser destas vacas que vem o leite do chocolate milka”. Profuuundo.
Andando de bondinho em São Vicente - SP
Mais tarde seguimos para a Ilha Porchat, que hoje não é mais ilha devido a um aterro feito para interligá-la a São Vicente. Um almoço tardio no Terraço da Ilha Porchat, vendo o sol se pôr na praia do local que abrigou a primeira cidade brasileira.
Ponte que liga Praia Grande à São Vicente - SP
À noite encontramos o Metralha que nos apresentou a vida noturna da cidade, um happy hour em um bar esquentou a turma para uma balada mais animada em um bar no centro antigo de Santos. Ana, amiga de colégio do Metralha e Daniels, seu marido belga, nos acompanharam muito animados! Foi um jeito diferente de fazer turismo, suas ruas lotadas de jovens de todas as tribos. Dentre eles o prédio da Bolsa Oficial do Café, um dos prédios históricos da Câmara Municipal e bares para todos os gostos, de pagode vip até a boate de música eletrônica mais moderna, tudo convivendo no mesmo local. Eu amei, como já disse por aqui, sou uma pessoa muito noturna. Uma baladinha como esta me reenergiza, mesmo que seja difícil acordar, no dia seguinte eu fico sempre mais animada!
Com o Daniels, Metralha e Ana em frente a Bolsa do Café, na night do centro histórico de Santos - SP
Inspirando-se no Malecón para fazer música (em Havana - Cuba)
Plaza de la Revolución, com os herois Che Guevara e Camilo Cienfuegos, em Havana - Cuba
A capital cubana é imensa, plana e espalhada. A maioria das casas de família bacanas para hospedagem fica no bairro do
Chegando à Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba
Saímos caminhando pelo bairro do El Vedado, antiga vizinhança “americana” na capital cubana. Primeira parada,
O maior cemitério do país, a Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba
Uma história curiosa é a da Señora Amelia Goyri, mulher que morreu (1901) no parto e foi enterrada com seu filho entre as pernas, como mandava a tradição da época. Anos depois foi feita a exumação do cadáver e, além deste ainda se encontrar em perfeito estado, segurava o bebê em seus braços. Depois disso seu marido quase enlouqueceu, tendo a certeza que sua esposa estava viva quando foi enterrada. Outros preferiram encontrar na possível tragédia um milagre e a Señora Amelia foi aclamada pela população a santa das mulheres que querem engravidar, grávidas e dos bebês recém nascidos. O ritual que fazia seu esposo é repetido até hoje por seus seguidores, que batem a argola metálica da tampa de seu túmulo, dão uma volta ao seu redor e saem sem nunca dar as costas para uma dama.
O túmulo da milagrosa Amelia Goyri, na Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana - Cuba
Seguimos no tour a pé pelo bairro do El Vedado, largas avenidas, muros socialistas e carros antigos, até chegar à
Monumento ao heroi da independência josé Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana - Cuba
Impressionados com a extensão das largas avenidas da cidade, continuamos caminhando, passando pela rodoviária e seguimos em direção ao
Fotos históricas da chegada dos guerrilheiros ao saguão do Hotel Habana Libre, em Havana - Cuba
Mais algumas quadras e chegamos ao
O famoso Hotel Nacional, em Havana - Cuba
Um dos programas obrigatórios em Havana é caminhar pelo famoso e extenso
Trânsito na famosa avenida Malecón, em Havana - Cuba
Quando o mar está mais agitado as imagens deste trecho da cidade ficam clássicas e ainda mais divertidas! As ondas se chocam contra as pedras e o muro fazendo splashes sensacionais e molhando os desavisados. As vezes uma pista da avenida tem que ser fechada para os carros não levarem um banho. É um programa de família, namorados e amigos se encontrar no Malecón para pescar, namorar, jogar conversa fora e quem sabe ainda tomar um delicioso banho de mar.
A orla do Malecón em Havana - Cuba
O Malecón tem em torno de 7km, pegamos um táxi para acelerar o passeio e paramos no
Prédio do Capitólio Nacional, no centro de Havana - Cuba
Queríamos algo mais local e acabamos caindo no Paladar El Guajiro, levados pelo Álvaro, músico que trabalha ali ao lado no Gran Teatro de La Habana. Fomos caminhando e conversando com ele, que com um papo amigo, dizendo “eu trabalho com música, não sou guia, não quero o dinheiro de vocês. Vou mostrar um bom restaurante porque são amigos brasileiros...”
Interagindo com os cidadãos de Havana - Cuba
Bom, chegando lá o cara já se convidou para almoçar conosco, o restaurante era caro, 20 CUCs por prato! O Rodrigo se indignou com o preço e resolveu não comer. Para piorar o conto, o cara começou a contar uma história triste, que era pai de 3 (depois mudou para 4 filhos) e que preferia pegar os 20 CUCs do prato dele e dar de comer para toda a família. O cara é tão profissa em embromar turistas, que mesmo vendo o que estava acontecendo, nos sentimos praticamente obrigados a dar o dinheiro para ele. Demos 10 e ele ainda reclamou que eram 20!!!! Cara, pense num stress! Ódio de nós mesmos! Caímos pela primeira e última vez. Pelo menos o prato de peixe e lagosta estava delicioso e aos poucos vamos entendendo como as coisas funcionam.
Rua na região do Capitolio, no centro de Havana - Cuba
Meio ressacados do assalto, decidimos relaxar e aproveitar o pique que ainda nos restava para conhecer a
Chegando à Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
A Fortaleza chegou a abrigar mais de mil soldados, que acabaram criando uma tradição chamada
Guarda vestido para a cerimônia do "canhonaço", na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
Fica aí a dica para um walking tour pela cidade de Havana, dia longo e cheio de boas imagens, cenários e histórias. Nosso plano era ainda aproveitar a noite no Jazz Café, mas os “véios” aqui acabaram se rendendo ao conforto da casa da hospitaleira Dona Margarita para uma longa noite de sono.
Visão noturna de Havana - Cuba, do alto da Fortaleza de San Carlos
Visual caribenho em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Grande Terre, o centro comercial e turístico de Guadalupe, não é tão grande quanto parece. Seu nome, se comparado com sua ilha irmã, Basse Terre, parece não fazer sentido. Explico por quê: Basse Terre é a ilha com grandes montanhas e um vulcão ativo, alta no sentido literal da palavra. Por sua vez Grande Terre é baixa, quase plana e de formação coralínea. Então por que trocaram os nomes? A lógica dos antigos navegadores era outra e deriva dos ventos. O vento nordeste sopra grande sobre a ilha plana e são enfraquecidos quando se deparam com a montanhosa Basse Terre.
Exibir mapa ampliado
A formação de ambas é resultado da atividade de vulcões submarinos. O La Soufriere, em Basse Terre, ainda está ativo, enquanto o vulcão que formou Grande Terre se extinguiu. O nível dos mares subiu e seus milhares de anos como “ilha submersa” lhe renderam uma cobertura de calcário, formado pelos corais e depósito de matéria orgânica em sua superfície.
Areia branca, coqueiros e mar azul: estamos perto do paraíso em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Essa história geológica criou paisagens naturais especialmente ricas e diversas, das altas montanhas e vulcões, passando por largos rios e manguezais até as praias de areias brancas que refletem o mar azul turquesa. Outras ilhas fazem parte deste arquipélago, tornando a diversidade ainda maior, Marie Galante, Désirade, Iles des Saintes e Iles de Petit Terre. Ferries partem dos diferentes portos da ilha principal para as suas irmãs menores. Nós infelizmente não teremos tempo de explorar todas elas, o que pode ser uma boa notícia, pois teremos motivos para voltar!
Criança se diverte no fim de tarde em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Nossa excursão pela Grande-Terre começou no centro comercial da ilha, Poite à Pitre, cidade que abriga o aeroporto e o principal porto de embarque dos ferries do Express des Iles, que faz a conexão do departamento francês com as ilhas próximas de Dominica, Martinica e Santa Lúcia.
Orla marítima na Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
Igreja em Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
Chegamos à Pointe-à-Pitre à tarde e pegamos todas as lojas fechadas. Não me perguntem por que, ainda era horário comercial, mas esses franceses das West Indies têm horários um tanto quanto estranhos para o comércio. Um passeio pelo centro, igreja e La Place de la Victoire e encontramos provas de que estamos mesmo em um estado francês do além-mar. Arquitetura da igreja e o antigo prédio do cinema, ao lado de uma delicatéssen fechada, saborosa só na nossa imaginação.
Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
Arquitetura da Place de La Victoire, no centro de Pointe-à-Pitre, capital de Guadalupe
O principal polo turístico de Guadalupe é a praia de La Gosier e fica a apenas 5 km de Pointe-à-Pitre. Fugimos dos grandes hotéis, resorts e das hordas de turistas indo direto para a pequena vila de Sainte Anne, uma das praias mais tranquilas e ainda com boa infra-estrutura. Novamente foi um parto encontrar uma pousada, a que havíamos escolhido no nosso guia é muito bacana, mas só aluga quartos por semana. Eles mesmos nos ajudaram a encontrar um hotel na praia vizinha, há 5 km dali.
Dia de sol e de praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
O dia seguinte foi um dia preguiçoso em uma praia entre Sainte-Anne e St François, praia paradisíaca de águas rasas e protegidas por uma longa barreira de corais. Sábado de sol e praia para os locais que se reuniam em grandes piqueniques na praia selvagem, sem bares, sem hotéis, apenas a natureza e sua farofa particular.
Praia em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Fim de tarde movimentado em praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
A próxima parada foi em Sainte François, que ocupa o posto de segunda maior cidade turística de Guadalupe. Baixa temporada, somado ao horário, ainda perfeito para praia, pegamos quase tudo fechado. Encontramos algum movimento na marina com deliciosas sorveterias e creperias abertas para a sobremesa de final de tarde.
A movimentada e charmosa marina de Sainte-François, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
O pôr-do-sol foi na praia de Sainte-Anne, recepcionados por um rasta-franco-jamaicano cantando coisas inteligíveis mesmo para quem entende francês, imaginem para mim! Sei que ele colocou meu nome na letra e tirou uma sonzeira do seu violão! Olha só!
Como era o nosso último dia em Guadalupe aproveitei para provar a bebida local chamada ti-punch. Eu imaginava ser algo parecido com os rum-punches de frutas que vemos por todo o Caribe, mas estava completamente enganada.
Coleção de punches em bar na praia de Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Experimentando o Ti-punch em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
O ti-punch é uma bebida à base de rum preparada com suco de limão e um caldo açucarado, detalhe, servido à temperatura ambiente (o que aqui é quente!). Foi demais para o meu estômago, tive que fazer umas modificações básicas para conseguir saborear a xiboquinha francesa enquanto engolia amargamente o 4 x 3 da Argentina sobre o Brasil no amistoso de NY. Nos despedimos de Guadalupe deixando muitos motivos para voltar, um dia quem sabe.
Banho noturno de piscina em nosso hotel em Sainte-Anne, no litoral sul de Grande Terre, em Guadalupe
Posando para fotos no deck de navio afundado no litoral sul de Bermuda
Uma ilha isolada no meio do Oceano Atlântico nas bordas de uma cratera vulcânica submarina criada no mesmo processo que formou a cadeia montanhosa que cruza o centro do Oceano Atlântico de norte a sul. Águas azuis turquesa, cristalinas e algumas das melhores histórias de naufrágios e desaparecimentos de aviões e navios do mundo. Alguém duvida que Bermuda seria um ótimo lugar para mergulhar? Pois é, eu sou a viciada no universo sub e encanei que queria mergulhar lá. O Rodrigo estava meio preguiçoso, agora, querem aventura mais incrível do que mergulhar no Triângulo das Bermudas?!
O belo mar do litoral sul de Bermuda
Logo no primeiro dia entrei em contato com as operadoras de mergulho da ilha que me informaram que fazem saídas todos os dias que o vento permite. Perdemos o primeiro dia de mergulho, mas de hoje não iria passar! Equipamentos em mãos e um táxi direto para Somerset Bridge e logo estávamos prontos para descobrir as belezas submarinas de Bermudas.
Felizes, voltando de mergulhos no litoral sul de Bermuda
Naufrágios são uma de nossas paixões e sabemos que existem vários naufrágios do final dos anos 1800s ao redor da ilha e é claro, eu queria visitar algum deles! Colocamos uma pressão mas os pontos de mergulho são escolhidos pelo capitão, que adora tirar um sarro da cara dos turistas que quase sempre fazem a mesma pergunta: os naufrágios têm alguma coisa a ver com a lenda do Triângulos das Bermudas? Podem rir da minha cara, mas essa porcaria de lenda não surgiu à toa e se estou aqui eu tinha que perguntar!
Canyon de coral no litoral sul de Bermuda
Fato é que eles nos olham com uma cara de “claro que não sua besta!” e dizem que não existe nenhum fundamento para essas histórias fantasiosas. Enfim, os naufrágios que vamos ver aqui foram afundados propositalmente para os mergulhos recreacionais.
Imaginando-se no Titanic, em pequeno barco afundado no litoral sul de Bermuda
Navegamos para a costa sul da ilha direto para os dois dos principais naufrágios da ilha: o Forceful e o King. Os dois barcos rebocadores foram afundados por um time de mergulhadores locais em 2008. Forceful tem 75 pés (22,8m aprox.) e está a 20m de profundidade em pé ao lado de uma parede de corais. O King, também um rebocador (tugboat), tem 55 pés (aprox. 16,7m) e está deitado de lado em meio à um cânion coralíneo.
Um dos muitos barcos afundados no litoral sul de Bermuda
Na cabine de comando de um barco afundado no litoral sul de Bermuda
Descemos com o grupo até a base de areia, passando pela hélice de 5 pás, exploramos a cabine do capitão, ótimo lugar para tirar uma foto e entramos em todas as salas e buracos que encontramos. Os naufrágios servem como recifes artificiais, mas como são recentes ainda não encontramos muitos corais ou peixes.
Explorando barco afundado no litoral sul de Bermuda
Depois do Forceful seguimos as instruções do dive master e fomos até o King sozinhos e tivemos todo o naufrágio para nós. Eles podem ser naufrágios “artificiais” mas ninguém me tira o prazer de saber que estamos mergulhando no Triângulo das Bermudas! Rs!
Aproximando-se de mais um barco afundado no litoral sul de Bermuda
Lap top na cabina de barco afundado no litoral sul de Bermuda. será que ainda funciona?
O segundo mergulho foi nos recifes apelidados de Three Sisters. Os 3 recifes que afloram na superfície têm uma formação parecida com Pedras Secas em Noronha. Muitos canions, arcos e cavernas com peixes de todos os tipos se escondendo nas pequenas grutas que se formam. Os corais berudenses são estranhos, tem uma cobertura esverdeada e sem muitas cores, mas a paisagem é muito bacana para um mergulho longo e tranquilo.
Atravessando túnel de coral no litoral sul de Bermuda
Mergulhando bem próximo à superfície e às ondas, no litoral sul de Bermuda
Eu adoraria continuar mergulhando e descobrindo os naufrágios mais antigos nos arredores de Bermudas, mas ainda tínhamos muito para descobrir em cima d´água. Aproveitamos que já estávamos a meio caminho e seguimos de ônibus, carregando roupas e equipamentos de mergulho, até o Westend Dockyard. Pegamos o ônibus na estrada principal, sem tokens, mas com o valor exato da passagem, como manda a regra. O que ainda não sabíamos é que eles só aceitam moedas, nada de notas! Quase não pudemos entrar, mas no final o cobrador se compadeceu dos turistas desavisados e nos deixou subir mesmo assim! =)
Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
O Royal Naval Dockyard foi construído no começo do século XIX e foi a maior base naval britânica fora do Reino Unido. Desde a guerra de 1812 entre os EUA e a Inglaterra, até a Segunda Guerra Mundial esta foi uma base importantíssima para a defesa do Atlântico Oeste, conhecido como Gibraltar do Oeste.
Antigo forte inglês em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
Navios-cruzeiro aportados em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
Hoje a grande fortaleza é o novo terminal de cruzeiros na ponta oeste da ilha. O Dockyard possui restaurantes, lojas de artesanatos, praia particular com aluguel de jet-skis e equipamentos para snorkel e caiaque. A estrutura é imensa e muito bem organizada, então aproveitamos para provar uma cerveja artesanal local e ainda pegamos uma prainha do outro lado da muralha.
Turistas nadam em praia artificial em Dockyards, na ponta oeste de Bermuda
No final da tarde cortamos caminho e voltamos para Hamilton no último ferry boat que cruza direto do Dock para a capital e logo fizemos amizade com duas bermudenses super divertidas que nos deram ótimas dicas da ilha. Afinal, quer conhecer a verdadeira Bermuda, pergunte aos locais!
Novas amigas no ferry entre Dockyards e Hamilton, em Bermuda
Quem quiser ver de perto os naufrágios, dá uma olhadinha nesse vídeo que encontrei.
Praia da Tiririca, em Itacaré - BA
Locutor empolgado: “E começa o Circuito Praias e Trilhas de Itacaré! Os competidores estão meio abalados depois da balada que levaram hoje até as 5 da manhã, aham, quero dizer, ontem à noite. O objetivo dos dois é conhecer as praias a partir da Tiririca até São José, passando pelas praias da Costa, Ribeira e Prainha. Eles caminharão pela areia das praias embaixo de um sol descomunal, atravessarão encostas de pedras, rios e uma trilha de 3km em meio à diversa Mata Atlântica! Serão ao total 12km de pura adrenalina, emoção e principalmente muita natureza!”
Muitos surfistas na Praia da Tiririca, em Itacaré - BA
O circuito começou as 13h30 da tarde, após uma manhã deliciosa de sono, interrompido apenas pelo café da manhã. Neste horário o mar na Tiririca estava lotado de surfistas e a praia, mesmo sendo sábado de feriado, com um número de pessoas bem razoável. Atravessamos a costa de pedras para a Praia da Costa, ninguém na areia e muito menos no mar, muito perigoso para banho.
Mar nervoso da Praia da Costa, em Itacaré - BA
Céu azul e sol a pino, vencemos o segundo costão de pedra, este um pouco mais íngreme, porém mais curto e chegamos à Praia da Ribeira. Esta possui vários barzinhos à beira da praia, todos cheios, caminhamos até o final da praia procurando a trilha para a Prainha e encontramos o nosso novo amigo, Vagner. Ele nos deu a dica da trilha, que fica no início da praia, seguindo o rio que sai do fundo do terreno.
Praia da Ribeira, em Itacaré - BA
A trilha pela mata é tranqüila, são 3km praticamente todos na sombra, com alguns pontos de subida. A dica é sempre seguir à direita nas bifurcações e apenas na cachoeira atravessá-la. A vista da trilha quando chegamos à fazenda, área de reserva particular à beira do morro e da praia, é maravilhosa!
Quase no final da trilha para a Prainha, em Itacaré - BA
Passamos reto pela Prainha chegando na entrada de um condomínio particular, o Itacaré Paradise. Entrando neste condomínio e andando pouco mais de 1km chega-se à praia de São José, outro cantinho do paraíso. Lindíssima, chiquérrima, pois o condomínio tem uma área restrita aos proprietários à beira da praia com piscina, bar, canchas, etc.
Fim de tarde na Praia São José, em Itacaré - BA
Depois de um banho e mar, emprestamos um pouquinho a ducha deles, afinal um bainho eles não poderiam negar. No retorno, mais um banho de mar e uma água de coco na Prainha para refrescar. Agora no final da tarde tinha uma luz ainda mais bonita, pena que a bateria da máquina acabou, quero voltar lá ainda para fotografá-la com essa luz. A trilha de volta foi mais rápida, apertamos o passo e chegamos rapidinho novamente na Sagi.
Chegando à bela Prainha, em Itacaré - BA
Depois de uma pizza no Beco das Flores, demos um passeio pela Pituba e já começo a me sentir enturmada em Itacaré. Encontramos alguns amigos que fizemos ontem, eles nos convidaram para ir para a balada, mas decidimos descansar para amanhã aproveitar ainda mais o dia e continuar com a programação do Circuito Praias e Trilhas.
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